
Presidente Lula alerta para riscos de uma “nova guerra fria”
O presidente brasileiro advertiu esta quarta-feira, 26, para os riscos que uma “nova guerra fria”, o negacionismo e o autoritarismo representam para as democracias, durante uma cimeira com o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, em Tóquio.
Luiz Inácio Lula da Silva abordou assim o contexto global marcado pelas tensões entre Estados Unidos e China e pelas ameaças ao multilateralismo, como parte de sua visita de Estado ao Japão.
“Este é um ano muito importante para o Brasil reafirmar uma nova parceria estratégica com o Japão”, disse o presidente brasileiro, acrescentando que este é “um momento histórico” porque “a democracia está em risco” no mundo todo.
Lula da Silva sublinhou o protecionismo, que volta a ser tema de debate em alguns países. O chefe de Estado brasileiro também repetiu, em declarações a jornalistas, que 2025 será um ano chave para o multilateralismo e que o Brasil está a convocar todos os líderes mundiais a participar da 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) contra a mudança de clima.
O presidente brasileiro também realçou a importância da colaboração entre Japão e Brasil na promoção da democracia, bem como do multilateralismo e do livre comércio, que oferecem a maior oportunidade de parceria entre países e desenvolvimento mútuo.
Referindo-se ao conflito na Ucrânia, Lula da Silva lembrou que a Europa era uma parte do mundo tranquila, mas, depois da guerra da Ucrânia, o continente voltou a preparar-se para comprar armas e fazer investimentos em armamentos.
Sobre Gaza, afirmou que seu país observa com muita seriedade o fim do cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde muitas pessoas já foram mortas”, lembrando, com tristeza, a morte de um brasileiro numa prisão em Israel.
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