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Angola defende reforço da cooperação internacional

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Angola reafirmou ontem, na sede da ONU, em Nova Iorque, o compromisso com o reforço da cooperação internacional, da prevenção e do multilateralismo como pilares fundamentais para enfrentar a ameaça crescente do terrorismo à escala global.

Um comunicado refere que a posição foi defendida pelo director-geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Luciano da Silva, durante o debate dedicado à revisão da Estratégia Global das Nações Unidas para o Combate ao Terrorismo, que assinala 20 anos da adopção deste importante instrumento internacional.
O responsável disse que o terrorismo continua a representar uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais, alertando para a evolução das suas formas de actuação e para a crescente utilização de tecnologias emergentes, incluindo a Inteligência Artificial, por organizações terroristas.
Referindo-se ao continente africano, o director-geral do SIC salientou que a expansão da ameaça terrorista do Sahel para o Golfo da Guiné, a região dos Grandes Lagos e a África Austral evidencia que nenhum país consegue enfrentar este fenómeno isoladamente.
Neste contexto, defendeu o aprofundamento da cooperação internacional, da partilha de informações, do reforço da segurança das fronteiras e do combate ao financiamento do terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Luciano da Silva recordou a realização da 16.ª Sessão Extraordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana sobre o Terrorismo e as Alterações Inconstitucionais de Governo, promovidas em 2022 por iniciativa do Presidente João Lourenço. A Cimeira reafirmou a necessidade de uma resposta africana integrada, assente na prevenção, na boa governação, no desenvolvimento inclusivo e no fortalecimento das instituições.
O director-geral do SIC destacou ainda os avanços alcançados por Angola no reforço do sistema nacional de prevenção e combate ao terrorismo, através da modernização do quadro jurídico e institucional, fortalecimento dos mecanismos de gestão de fronteiras, da intensificação das medidas de combate ao financiamento do terrorismo, da melhoria da coordenação entre as instituições do Estado e da criação do Observatório Nacional contra o Terrorismo.
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