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Notícias – Radio Solidaria https://radiosolidaria.ao Conectando Luanda com Qualidade e Compromisso. Thu, 05 Nov 2026 11:54:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://radiosolidaria.ao/wp-content/uploads/2024/08/logo.png Notícias – Radio Solidaria https://radiosolidaria.ao 32 32 Angola negocia com chineses investimentos na Central de Ciclo Combinado do Soyo https://radiosolidaria.ao/angola-negocia-com-chineses-investimentos-na-central-de-ciclo-combinado-do-soyo/ https://radiosolidaria.ao/angola-negocia-com-chineses-investimentos-na-central-de-ciclo-combinado-do-soyo/#respond Thu, 05 Nov 2026 11:54:25 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8605 Angola e a China analisaram novas oportunidades de investimento nos sectores da energia e águas, com destaque para a reabilitação da Central de Ciclo Combinado do Soyo, soluções de armazenamento de electricidade e expansão dos sistemas de abastecimento de água, no quadro do aprofundamento da cooperação bilateral

As possibilidades foram abordadas durante encontros de trabalho mantidos nos dias 3 e 4 de Novembro, em Pequim, pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, com o director-geral da Administração Nacional de Energia da China, Wang Hongzhi, e representantes da China Machinery Engineering Corporation (CMEC)

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Democratas alcançam maioria na Câmara de Representantes dos EUA https://radiosolidaria.ao/democratas-alcancam-maioria-na-camara-de-representantes-dos-eua/ https://radiosolidaria.ao/democratas-alcancam-maioria-na-camara-de-representantes-dos-eua/#respond Wed, 04 Nov 2026 10:16:45 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8592 Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes dos EUA nas eleições intercalares de terça-feira, superando os republicanos, segundo projeções de vários meios de comunicação.

Com todos os 435 lugares da Câmara dos Representantes em jogo nestas eleições, e quando decorre ainda a contagem de votos nos estados que já fecharam as urnas, a maioria democrata é dada como certa nas projeções da CNN e NBC, entre outras.

A NBC projeta que os democratas deverão alcançar uma maioria de mais de 60 lugares – 248 para 187 republicanos – segundo dados ainda em atualização.

A maioria da Câmara de Representantes era republicana, com 218 assentos, desde as eleições intercalares de 2022, as últimas da presidência do democrata Joe Biden.

As projeções da NBC indicam que os democratas ganharam até agora nove lugares que eram de republicanos, enquanto estes não ganharam qualquer lugar que estivesse nas mãos da oposição.

Em aberto mantém-se ainda a corrida ao controlo do Senado, com os democratas em vantagem, depois de terem ‘roubado’ aos republicanos dois lugares, na Carolina do Norte e na Carolina do Sul.

Depois de terem tirado aos republicanos um lugar no Senado pela Carolina do Norte, Annie Andrews é agora dada como vencedora nas projeções da CNN e NBC, na corrida ao lugar da Carolina do Sul que era do falecido senador Lindsey Graham, e para o qual avançou a irmã deste, Darline Graham, com apoio de Trump.

As atenções viram-se agora para o Texas, onde o democrata James Talarico seguia à frente do republicano Ken Paxton com uma vantagem de mais de um milhão de votos. O lugar em disputa é detido pelos republicanos há mais de 30 anos e Paxton foi uma escolha pessoal de Trump, contra o anterior detentor do lugar, John Cornyn.

Nestas eleições estão em jogo 35 dos 100 lugares do Senado, que os democratas poderão passar a controlar caso consigam um ganho líquido de quatro lugares.

Mais de 60 milhões de norte-americanos votaram antecipadamente — quase mais 15 milhões do que nas eleições intercalares de 2022. O nível de afluência às urnas terá batido recordes em vários estados.

Nos sete estados — Maine, Ohio, Iowa, Kansas, Texas, Michigan e Alasca — onde se define quem vai controlar a câmara alta, a participação antecipada foi também superior à registada há quatro anos (com variações entre 41% e 5%).

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Candidatura de António Venâncio é anulada por falta de assinaturas https://radiosolidaria.ao/candidatura-de-antonio-venancio-e-anulada-por-falta-de-assinaturas/ https://radiosolidaria.ao/candidatura-de-antonio-venancio-e-anulada-por-falta-de-assinaturas/#respond Wed, 04 Nov 2026 10:05:14 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8586 O coordenador da Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso Ordinário do MPLA, Job Capapinha, anunciou terça-feira, em Luanda, a rejeição da candidatura do militante António Francisco Venâncio ao cargo de presidente do partido.

subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA declarou nula a candidatura de António Francisco Venâncio à presidência do partido, por insuficiência de subscrições válidas. Dos 2.918 apoios contabilizados e submetidos à verificação, apenas 459 foram considerados válidos, correspondentes a 15,7% do total, enquanto 2.459, equivalentes a 84,3%, foram invalidados.

 

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EUA decidem hoje controlo do Congresso e rumo da administração Trump https://radiosolidaria.ao/eua-decidem-hoje-controlo-do-congresso-e-rumo-da-administracao-trump/ https://radiosolidaria.ao/eua-decidem-hoje-controlo-do-congresso-e-rumo-da-administracao-trump/#respond Tue, 03 Nov 2026 11:53:50 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8576 Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem hoje quem – republicanos ou democratas – irá controlar o Congresso dos EUA durante os últimos dois anos do segundo mandato de Donald Trump.

Cerca de 210 milhões de eleitores norte-americanos decidem hoje quem – republicanos ou democratas – irá controlar o Congresso dos Estados Unidos (EUA) durante os últimos dois anos do segundo mandato presidencial de Donald Trump.

Em jogo estão os 435 lugares na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 postos no Senado (a câmara alta). Hoje também 36 estados elegem o governador. Outros responsáveis estaduais e locais são igualmente eleitos.

As eleições intercalares norte-americanas (‘midterms’) deverão ser marcadas pelo habitual castigo do eleitorado à administração em funções, mas para Donald Trump e os republicanos poderá significar o fim do domínio absoluto nas instituições políticas.

O nome de Trump não está no boletim de voto, mas ao longo das últimas semanas o líder republicano fez questão de centrar a campanha em si.

“Imaginem que também estou no boletim de voto”, apelou de forma reiterada nos comícios dos candidatos republicanos, juntamente com a promessa de oferecer 5 mil dólares (cerca de 4.400 euros) a todos os cidadãos adultos norte-americanos, caso os republicanos vençam as eleições.

Na reta final da campanha, anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (mais de 890 mil euros) para quem denunciar fraudes nas eleições.

Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.

A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato e permitiria aos democratas lançar investigações parlamentares à administração.

Na câmara baixa, os republicanos têm atualmente uma maioria pouco confortável, com 218 congressistas no limiar da maioria, mas estados como o Texas, Ohio ou Iowa estão recorrentemente nas sondagens como volúveis a uma mudança que poderá alterar o equilíbrio de forças.

No Senado, os republicanos têm 53 senadores contra 45 democratas e dois independentes.

A tendência nas sondagens parece favorecer os democratas, que nos últimos meses têm aparecido com vantagem sobre os republicanos. No fim de semana, os democratas continuavam a liderar nas intenções de voto face aos republicanos por 51,5% contra 43,1%, segundo o site realclearpolling.com, que reúne várias sondagens e faz uma média.

Se acontecer uma derrota republicana, Trump ver-se-á até ao fim do mandato, em 2028, no papel de Presidente “lame duck” (literalmente “pato coxo”), incapaz de combater uma maioria hostil no Congresso.

Mas perante tal cenário, Donald Trump, cuja taxa de desaprovação atingiu uns históricos 60%, já deu a conhecer a sua estratégia.

“Acho que vou tornar-me o ‘Sr. Veto'”, comentou ao canal televisivo Fox News

As sondagens recentes indicam que os norte-americanos votarão sobretudo “com o bolso”, com o aumento dos preços da gasolina, dos custos da habitação e dos custos com os cuidados de saúde a pesarem cada vez mais nos orçamentos familiares.

Os direitos reprodutivos continuam a ser uma questão importante, enquanto a imigração e o estado da democracia nos EUA também estão em jogo.

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irão e o rápido crescimento da Inteligência Artificial (IA) e dos centros de dados suscitaram novas questões sobre segurança, emprego e custos energéticos.

Outro dado em destaque é o aumento do número de norte-americanos que já votaram antecipadamente: mais de 50 milhões, mais cerca de 10 milhões do que nas ‘midterms’ de 2022, segundo os dados do Election Lab da Universidade da Florida, .

Entre estes eleitores está o próprio Trump, que votou no dia 24 de outubro na Florida, e o Papa Leão XIV, natural de Chicago, que votou por correspondência, anunciou o Vaticano na passada sexta-feira.

Até à data não existiam registos da participação de um chefe da Igreja Católica em eleições, fazendo deste anúncio um ato histórico.

O número de norte-americanos que votam nas eleições intercalares é inferior ao das eleições presidenciais. Desde 1944, a afluência média às urnas tem sido de cerca de 42% nas intercalares, em comparação com 58% nas eleições presidenciais.

A nova composição do Congresso dos EUA assumirá funções a 03 de janeiro de 2027.

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Parlamentares defendem reforço da liderança feminina na prevenção de conflitos https://radiosolidaria.ao/parlamentares-defendem-reforco-da-lideranca-feminina-na-prevencao-de-conflitos/ https://radiosolidaria.ao/parlamentares-defendem-reforco-da-lideranca-feminina-na-prevencao-de-conflitos/#respond Tue, 03 Nov 2026 08:53:41 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8569 O presidente da Assembleia Nacional de Angola e do Fórum Parlamentar da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (FP-CIRGL), Adão de Almeida, defendeu o reforço da participação das mulheres nos processos de prevenção, mediação e resolução de conflitos, bem como na consolidação da paz na região.

A posição foi expressa esta segunda-feira, 2, durante a Conferência de Mulheres Parlamentares sobre Paz, Segurança e Desenvolvimento, que decorre em Dar es Salaam, na Tanzânia, até ao dia 5 deste mês.

Na sua intervenção, Adão de Almeida considerou que a participação feminina não deve limitar-se à representação formal nas instituições, mas traduzir-se numa presença efectiva nos espaços de decisão, nas negociações de paz e na definição de políticas públicas.

O responsável destacou ainda a experiência de Angola na superação do conflito armado e na reconciliação nacional, defendendo o diálogo, a diplomacia e a procura de soluções políticas duradouras para os problemas que afectam os países da região.

O líder parlamentar chamou igualmente a atenção para as consequências dos conflitos armados, dos deslocamentos forçados, da exploração ilícita dos recursos naturais e das tensões entre comunidades, que afectam particularmente mulheres e crianças.

Adão de Almeida considerou que, apesar de estarem entre as principais vítimas da instabilidade, as mulheres desempenham um papel importante na assistência às comunidades, na defesa dos direitos humanos, na reconciliação e na promoção da coesão social.

O encontro reúne cerca de 250 participantes, incluindo mulheres parlamentares dos 12 Estados-membros da CIRGL, representantes de organizações regionais, sociedade civil e parceiros internacionais.

Entre os assuntos em debate constam o reforço da liderança feminina, a participação das mulheres nas negociações de paz, a implementação da Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a promoção do desenvolvimento económico com perspectiva de género.

A conferência deverá culminar com a aprovação de uma Declaração de Dar es Salaam e de um Plano de Acção Regional para reforçar a participação das mulheres nos processos de paz, segurança e desenvolvimento na região dos Grandes Lagos.

 

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Discurso proferido pelo Presidente João Lourenço na cidade de Dodoma https://radiosolidaria.ao/discurso-proferido-pelo-presidente-joao-lourenco-na-cidade-de-dodoma/ https://radiosolidaria.ao/discurso-proferido-pelo-presidente-joao-lourenco-na-cidade-de-dodoma/#respond Fri, 30 Oct 2026 13:47:37 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8563 O Chefe de Estado, João Lourenço, testemunhou, hoje, a inauguração da cidade de Dodoma, na República Unida da Tanzânia.
Eis o discurso na íntegra:
“-Sua Excelência Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia;
-Altas entidades aqui presentes
-Povo tanzaniano, aqui representado pelo povo de Dodoma;
-Membros do Corpo Diplomático
-Minhas Senhoras, Meus Senhores;
-Excelências;
Permitam-me começar por agradecer Vossa Excelência, pelo convite que me formulou para realizar a minha primeira Visita de Estado à República Unida da Tanzânia e dizer-Lhe que a nossa presença no Vosso país, mais do que a continuidade de uma relação diplomática entre dois Estados amigos, representa o reconhecimento de uma dívida histórica de gratidão, a reafirmação de uma amizade construída em momentos decisivos da nossa história e a vontade política de projetarmos essa herança comum para um futuro de maior prosperidade para os nossos povos.
As relações entre Angola e a Tanzânia têm raízes profundas na luta de libertação nacional, período em que os saudosos Presidentes António Agostinho Neto e Julius Nyerere assumiram um compromisso comum com a liberdade, a dignidade e a autodeterminação dos povos africanos.
Recordamos com particular reconhecimento a manifestação de solidariedade com o povo angolano através do papel desempenhado pelo Vosso país no acolhimento de combatentes angolanos, na formação de quadros e no apoio político, diplomático, material e militar à nossa luta de libertação.
Destacamos igualmente a contribuição prestada por Julius Nyerere, cuja determinação contribuíu para a criação da Organização de Unidade Africana, para a mobilização da solidariedade continental e para a defesa do direito de Angola à liberdade, à independência e à autodeterminação.
Reiteramos assim a nossa homenagem a esta figura incontornável da história africana, que Angola distinguiu com a Medalha de Honra durante as comemorações dos cinquenta anos da Independência Nacional em 2025 e cujo nome foi igualmente atribuído ao Hospital Especializado em Tratamentos de Queimados, inaugurado em Luanda na presença de Vossa Excelência e de membros da família desta lendária figura.
Senhora Presidente,
Excelências,
Os nossos dois países desenvolvem relações assentes sobre bases sólidas construídas ao longo de várias décadas a partir do Acordo Geral de Cooperação Económica, Científica, Técnica e Cultural, assinado em 25 de Agosto de 1981 e dos instrumentos que se lhe seguiram, que estabeleceram as condições necessárias para o desenvolvimento de uma cooperação diversificada.
A Visita de Estado de Vossa Excelência a Angola em Abril de 2025 e a realização em Luanda da terceira sessão da Comissão Bilateral em Julho de 2026 representaram avanços importantes neste processo que culminou com a assinatura há instantes de novos instrumentos nos domínios da Defesa, dos Transportes, das Telecomunicações e da Justiça, na sequência dos entendimentos alcançados entre os nossos Governos.
O nosso maior desafio agora é transformar os compromissos assumidos em projectos concretizados, em oportunidades de negócio e benefícios concretos para os nossos cidadãos.
É por isso fundamental reforçarmos os mecanismos de acompanhamento técnico dos instrumentos assinados, mobilizarmos os sectores responsáveis pela sua execução e envolvermos de forma mais activa as nossas comunidades empresariais.
Precisamos, acima de tudo, de uma cooperação mais dinâmica, mais regular e mais orientada para resultados que sejam mensuráveis.
Senhora Presidente,
Excelências,
Angola e a Tanzânia dispõem de potencialidades que se complementam e que podem ser melhor aproveitadas em benefício mútuo.
O desafio que temos pela frente consiste em transformarmos essa complementaridade numa verdadeira plataforma de produção, de investimento, de comércio e criação de riqueza.
Neste quadro, consideramos prioritário aprofundar a cooperação nos sectores do petróleo e gás, sendo crucial, por isso, que passemos a efectuar uma troca de experiências mais pragmática e sólida neste domínio.
Gostaríamos de ver a participação de investidores tanzanianos no capital da Refinaria do Lobito, um projecto estratégico para a transformação económica do nosso país e com potencial para gerar oportunidades de negócio a nível da nossa região, fortalecer as relações empresariais e contribuir para o reforço da segurança energética na zona austral do continente africano.
Olhando para o potencial de cooperação existente entre os nossos países, abordámos a possibilidade de ampliar as oportunidades de investimento na indústria mineira e na transformação local dos recursos minerais, na agricultura e na agroindústria, identificando projectos que contribuam para o aumento da produção, a criação de emprego e a diversificação das nossas economias.
Neste domínio, merece particular atenção a proposta de investimento agrícola tanzaniano na região Leste de Angola, destinado a produzir bens de consumo necessários às nossas populações.
Importa dar continuidade aos esforços que ajudem a aproximar os nossos mercados, a facilitar a circulação de pessoas e bens e a criar as melhores condições para o turismo e os negócios de uma maneira geral.
Prosseguem esforços para estabelecer ligações aéreas directas entre Luanda e Dar-es-Salaam, bem como a ligação entre o Caminho-de-Ferro de Benguela e o sistema ferroviário Tanzânia-Zâmbia, o TAZARA, uma ligação que poderá aproximar o Oceano Atlântico ao Índico, facilitar o comércio intra-africano e ampliar o acesso aos mercados regionais e internacionais.
No quadro das acções voltadas para o reforço e o aperfeiçoamento da comunicação entre os nossos dois países, permitam-me dar uma nota especial às diligências que estão a ser efectuadas pelas Autoridades tanzanianas, no sentido de voltar a abrir a Missão Diplomática da Tanzânia em Angola, facto que contribuirá indiscutivelmente para o reforço das relações bilaterais.
Existem perspectivas promissoras de cooperação em vários domínios, mas gostaria de destacar a cooperação entre os nossos países no domínio da tecnologia espacial com base na experiência angolana adquirida através do ANGOSAT-2, assim como no da educação, na formação de quadros e saúde pública.
A partilha de conhecimentos e o intercâmbio de especialistas poderão contribuir para reforçar as capacidades nacionais e responder a desafios comuns.
Senhora Presidente,
Excelências,
Povo tanzaniano,
No plano regional e continental, Angola e a Tanzânia partilham responsabilidades na promoção da paz, da estabilidade e da integração africana.
Por este facto, considero importante que, no quadro da SADC, continuemos a trabalhar em estreita coordenação, de acordo com as aspirações do seu Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 2020-2030 e da Visão 2050.
A situação de segurança na nossa região exige atenção e uma resposta concertada, assente no respeito pela ordem constitucional e nos mecanismos regionais de prevenção e resolução de crises.
Preocupa-nos a persistência de conflitos no Sudão, no Sahel, na Somália, na República Democrática do Congo e mais recentemente na Etiópia, que continuam a comprometer a paz, a segurança e as perspectivas de desenvolvimento do continente.
Estas crises demonstram a necessidade de reforçarmos a capacidade africana de prevenir conflitos, promover o diálogo e encontrar soluções políticas duradouras.
Por este facto, torna-se cada vez mais importante aperfeiçoarmos os mecanismos africanos de prevenção e resolução de conflitos, em conformidade com as decisões saídas da Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em Luanda a 30 de Agosto de 2026.
É nessa mesma linha de pensamento que saudamos a realização, de 2 a 5 de Novembro de 2026, em Dar- Es-Salaam, da Conferência Parlamentar das Mulheres sobre Paz, Segurança e Desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos, iniciativa que reconhece o papel indispensável das mulheres na construção da paz e no desenvolvimento sustentável.
Senhora Presidente,
Excelências,
Estou convencido de que Angola e a Tanzânia dispõem de condições para transformar a sua amizade histórica numa parceria cada vez mais dinâmica, produtiva e orientada para resultados.
É com esta convicção que reafirmo a inteira disponibilidade de Angola em trabalhar com a República Unida da Tanzânia na concretização dos compromissos assumidos, no aprofundamento da integração africana e na construção de um continente mais pacífico, próspero e desenvolvido.
 Permitam-me aproveitar a oportunidade para agradecer a grande honra que me foi concedida de fazer parte do acto inaugural das infra-estrutras desta cidade governamental.
Aproveito também para agradecer à Presidente Samia Hassan por ter disponibilizado uma parcela de terreno para Angola poder construir, nesta cidade, a sede da sua Missão Diplomática.
Mais uma vez Muito Obrigado!”
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Jato usado por Flávio Bolsonaro para fugir do Brasil é da Casa Branca https://radiosolidaria.ao/jato-usado-por-flavio-bolsonaro-para-fugir-do-brasil-e-da-casa-branca/ https://radiosolidaria.ao/jato-usado-por-flavio-bolsonaro-para-fugir-do-brasil-e-da-casa-branca/#respond Fri, 30 Oct 2026 13:43:59 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8560 O candidato conservador Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições presidenciais do Brasil, chegou aos Estados Unidos num jato providenciado por um oficial da Casa Branca, segundo o New York Times.

Filho do ex-Presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump, este senador, de 45 anos, denunciou uma “fraude eleitoral” e afirmou querer liderar a oposição a partir do território norte-americano.

Lula da Silva venceu com cerca de 51,7% a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil e irá exercer o quarto mandato presidencial a partir do início do próximo ano.

Um dia depois de perder as eleições, Flávio Bolsonaro foi proibido de sair do Brasil e foi solicitado que entregasses os passaportes à Polícia Federal. Ainda assim, o conservador cruzou a fronteira com a Argentina, viajou até ao Equador e seguiu para os EUA, com o auxílio do governo Trump.

Ainda de acordo com o New York Times, o ex-candidato está nos Estados Unidos com uma autorização temporária de imigração, graças a uma intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, mas em breve deverá conseguir autorização de residência.

Recorde-se que Donald Trump garantiu ontem que não se “vai meter” no que diz respeito ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos e que chegou a afirmar ser o “verdadeiro presidente do Brasil”.

“Não vou me meter”, afirmou o presidente americano, questionado sobre essas declarações, acrescentando: “Foi uma eleição estranha, com certeza”, referindo-se à votação vencida pelo presidente brasileiro em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva.

“Acho que ele e a sua família foram tratados de forma muito injusta”, acrescentou o presidente republicano, que respondeu a algumas perguntas antes de partir para um comício de campanha no Ohio (centro), nos EUA.

Hoje, no entanto, Trump voltou a pronunciar-se sobre o tema, classificando as eleições presidenciais brasileiras como vergonhosas e afirmando que irá falar com o seu homólogo, Lula da Silva, que venceu na segunda volta, no domingo.

“Esta eleição é uma vergonha para o povo brasileiro”, declarou o Presidente norte-americano durante uma troca de palavras com a imprensa, referindo-se também a uma “situação vergonhosa”.

Questionado pelo meios de comunicação social sobre a possibilidade de conversar com Lula, Trump respondeu: “Vou falar com ele, mas as eleições foram uma desgraça”.

Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que não reconhecia a derrota e que iria pedir a anulação das eleições, criticando a prorrogação do prazo de fecho das urnas por duas horas, decidida na sequência da denúncia de problemas nos transportes públicos que prejudicaram a mobilidade de eleitores.

O candidato do PL obteve 48,23% dos apoios, segundo dados referentes a 99,89% da contagem dos votos nas urnas, com uma participação próxima de 80,8%.

Lula da Silva está a terminar o terceiro mandato presidencial, para o qual foi eleito em 2022, quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado.

Os dois primeiros mandatos de Lula como Presidente da República do Brasil foram entre 2003 e 2011.

O Presidente brasileiro, que assumirá o seu quarto mandato em 05 de janeiro de 2027, tornou-se o primeiro Presidente na história do Brasil a ser eleito em quatro ocasiões diferentes.

 

 

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MPLA confirma João Lourenço para o congresso de Dezembro https://radiosolidaria.ao/mpla-confirma-joao-lourenco-para-o-congresso-de-dezembro/ https://radiosolidaria.ao/mpla-confirma-joao-lourenco-para-o-congresso-de-dezembro/#respond Fri, 30 Oct 2026 11:27:39 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8550 O prazo para a submissão de candidaturas à presidência do MPLA, no âmbito do IX Congresso Ordinário do partido, terminou no Domingo, 25 de Outubro, com a recandidatura de João Lourenço validada e a candidatura de António Venâncio ainda sujeita à verificação da conformidade documental pela Subcomissão de Candidaturas

De acordo com o calendário divulgado pelo partido, a fase de verificação dos processos decorre até 1 de Novembro, enquanto a comunicação das decisões sobre a validação ou rejeição das candidaturas está prevista para o período de 2 a 5 do próximo mês

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Presidente João Lourenço testemunha inauguração da cidade de Dodoma na Tanzânia https://radiosolidaria.ao/presidente-joao-lourenco-testemunha-inauguracao-da-cidade-de-dodoma-na-tanzania/ https://radiosolidaria.ao/presidente-joao-lourenco-testemunha-inauguracao-da-cidade-de-dodoma-na-tanzania/#respond Fri, 30 Oct 2026 11:26:40 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8551 O Presidente da República, João Lourenço, vai testemunhar, esta sexta-feira, a inauguração da cidade de Dodoma, no quadro da sua visita de Estado à República Unida da Tanzânia.

Para o feito, o Chefe de Estado, ladeado pela homóloga tanzaniana, Samia Hussan, deslocaram-se de comboio de Dar Es Salaam até à cidade de Dodoma.

João Lourenço faz-se acompanhar da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, e de outros membros do Executivo.

 

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Presidente João Lourenço recebido no Palácio Presidencial da Tanzânia https://radiosolidaria.ao/presidente-joao-lourenco-recebido-no-palacio-presidencial-da-tanzania/ https://radiosolidaria.ao/presidente-joao-lourenco-recebido-no-palacio-presidencial-da-tanzania/#respond Thu, 29 Oct 2026 09:40:47 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=8539 O Presidente da República, João Lourenço, e a homóloga da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, reúnem-se, neste momento, no Palácio Presidencial, em Dar Es Salaam, capital tanzaniana.
No Palácio tanzaniano, o Chefe de Estado angolano foi recebido com honras militares, seguido da assinatura do livro de honra e da fotografia oficial.
Após o encontro entre os dois líderes, no Palácio Presidencial, seguir-se-ão as conversações oficiais entre as delegações dos dois países, a assinatura de acordos de cooperação e declarações à imprensa.
A agenda do dia inclui, ainda, um almoço oficial oferecido por Samia Suluhu Hassan ao Presidente João Lourenço e à Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço.
No período da tarde, o Chefe de Estado vai visitar o Centro do Património da Libertação Africana (ALHC), numa deslocação destinada a conhecer aquele espaço dedicado à preservação da história das lutas de libertação do continente.
Na sexta-feira, último dia da visita, os dois estadistas deslocam-se de comboio para Dodoma, capital política da Tanzânia, onde participarão na cerimónia de inauguração da Cidade Governamental de Mtumba.
O regresso do Presidente João Lourenço a Luanda está previsto para sexta-feira, a partir de Dodoma.
A visita de Estado constitui uma oportunidade para reforçar as relações de amizade e cooperação entre Angola e a Tanzânia, alicerçadas no apoio histórico deste país às lutas de libertação africanas.
Sob a liderança de Julius Nyerere, a Tanzânia assumiu um papel de relevo no apoio aos movimentos nacionalistas que combatiam o colonialismo e defendiam a autodeterminação dos povos africanos.
O relacionamento bilateral ganhou enquadramento formal com a assinatura, a 25 de Agosto de 1981, do Acordo Geral de Cooperação Económica, Científica, Técnica e Cultural.
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