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Eleição ao cargo de secretário-geral ainda sem candidatura submetida

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Desde a abertura das candidaturas ao cargo de secretário-geral da União dos Escritores Angolanos, até ao momento, a Comissão Eleitoral ainda não recebeu nenhuma proposta formal dos membros que pretendem render o poeta e ensaísta David Capelenguela no leme da primeira instituição cultural do país após a Independência.

Abertas precisamente no dia 25 de Março, Bendinho Freitas, membro da Comissão Eleitoral, em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, confirmou que apenas existem “manifestação de intenção” e nenhuma até ao momento formalizada em carta dirigida à Comissão Eleitoral, no processo a ser remetido para a validação da candidatura.
Faltando pouco mais de 10 dias para o término do prazo, que rigorosamente deve encerrar no dia 15 de Abril, nomes como Kanguimbu Ananaz, Marta Santos, Jacinto de Lemos e Lopito Feijóo estão na corrida a putativos substitutos de David Capelenguela.
Para tal, segundo a Comissão Eleitoral, um dos requisitos necessários para a aprovação da candidatura do novo “homem forte” da UEA é a constituição de uma carta com assinaturas de 10 por cento dos membros desta agremiação literária.
Contactada pela nossa equipa, a escritora Marta Santos confirmou a sua pretensão e garantiu que está a trabalhar na recolha de assinaturas, bem como reunir toda a papelada exigida para submeter a sua candidatura à aprovação da Comissão Eleitoral.
Sem avançar mais detalhes, deu a conhecer que só falará à imprensa assim que a sua candidatura for aprovada.
Já Kanguimbu Ananaz, que manifestou a sua intenção à imprensa ainda antes da constituição da Comissão Eleitoral e da aprovação do calendário eleitoral em assembleia-geral, revelou ao Jornal de Angola que da sua linha de força para dirigir a UEA consta a necessidade de remodelação da infra-estrutura da agremiação, assim como recuperar o Prémio Sonangol de Literatura, avançando que há muito tempo que a petrolífera nacional deixou de cooperar com a “casa mãe das letras angolanas”. Ainda das suas metas, tem a ambição de levar os escritores às escolas para que os estudantes mantenham contacto directo com os autores e as suas obras.
Outra inquietação para Kanguimbu Ananaz é a literatura infantil, que, na sua opinião, tem sido pouco desenvolvida. Criar parcerias com empresas de telecomunicação nacionais e estrangeiras com o objectivo de conseguir auxílio para desenvolver as actividades culturais da UEA também está nos planos da autora do poemário “Seios do Deserto”.
Segundo o calendário, a fase da campanha inicia no dia 16 de Abril e prolonga-se até ao dia 8 de Maio. O dia 9 de Maio será consagrado à reflexão, para no dia seguinte, a 10 de Maio, realizar-se o acto eleitoral, previsto das 9h00 às 16h00. A tomada de posse do novo secretário-geral está agendada para o dia 24 de Maio.
Lopito Feijóo e Jacinto de Lemos prepararam candidatura

Contactado ontem, o poeta e crítico literário Lopito Feijóo confirmou a sua intenção em candidatar-se ao cargo de secretário-geral.  “Confirmo a minha intenção de candidatar-me a secretário-geral da UEA. Somos todos ainda pré-candidatos, até à aprovação das candidaturas pela Comissão Eleitoral. Eu pretendo submeter a minha candidatura antes do dia 13. Ficarei apenas a depender da aprovação da Comissão Eleitoral”, explicou.
Quanto às reformas que pretende imprimir caso ultrapasse todas as etapas do processo eleitoral, disse ser ainda prematuro avançar dados, em respeito ao calendário eleitoral.
Por sua vez, Jacinto de Lemos também confirmou a sua intenção em submeter a sua candidatura. “É verdade. Confirmo que estou a me preparar para concorrer ao cargo de secretário-geral da União dos Escritores Angolanos”, disse o autor do, entre outros, romance “Undengue”.
Jacinto de Lemos explicou que está a preparar-se para fazer chegar a sua candidatura no prazo estipulado, sublinhando que uma das grandes dificuldades prende-se com a obtenção das assinaturas dos 10 por cento dos membros. “Está a ser difícil.
As pessoas não estão a aderir”, lamentou. Entretanto, o escritor revelou que o assunto pode ser ultrapassado em assembleia-geral, que pode ser convocada ainda antes do término do prazo. Jacinto de Lemos defende ser possível que se reverta o critério da obrigatoriedade das assinaturas, por ser consequência do regulamento e não do estatuto. Sobre o que pensa mudar na UEA, Jacinto de Lemos disse que só falará em período de campanha, depois da aprovação da sua candidatura.
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