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Venda de passaportes entre as causas da expulsão de 68 efectivos do Ministério do Interior

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O ministro do Interior, Manuel Homem, revelou na última sexta-feira, 26, que a venda ilegal de passaportes está entre as principais causas da expulsão de efectivos do Ministério do Interior, num ano em que 68 agentes já foram demitidos por má conduta.

Em declarações à Rádio Nacional de Angola, o governante reconheceu que o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) tem estado no centro de denúncias de corrupção e esquemas de comercialização de documentos, o que compromete a imagem do sector.

“Não é uma imagem que dignifica o país e o ministério e, por isso, a nossa determinação em continuarmos a trabalhar para dar resposta mais adequada ao cidadão”, afirmou.

Além dos expulsos, mais de 160 efectivos enfrentam processos disciplinares em curso por má atuação, muitos também associados a irregularidades no SME.

Actualmente, o órgão responsável pela emissão de passaportes acumula 120 mil pedidos em atraso. O ministro anunciou medidas para acelerar o processo, incluindo a chegada de 60 mil novas cédulas e a introdução do passaporte eletrónico, já em fase de preparação.

Apesar dessas medidas, permanecem sinais de desorganização e práticas ilícitas. Só entre 2020 e 2024, cerca de 11 mil passaportes foram emitidos mas nunca levantados, um número que levanta suspeitas de desvios no processo.

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