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Obras estruturantes nos rios Cavaco e Catumbela vão evitar novas cheias

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O Executivo vai realizar, a partir de Maio deste ano, obras estruturantes ao longo dos rios Cavaco e Catumbela, com o objectivo de evitar novas inundações e minimizar os impactos das chuvas na vida da população.

A informação foi avançada, ontem, em Benguela, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, após a visita do Chefe de Estado, João Lourenço, às zonas afectadas pelo transbordo das águas do rio Cavaco e ao local onde estão alojadas as famílias vítimas das enchentes.
Durante a presença em Benguela, o Presidente João Lourenço observou, por terra e via aérea (de helicóptero, na companhia do governador Manuel Nunes Júnior), os danos causados pelo transbordo das águas do rio Cavaco, constatou as áreas inundadas, viu de perto o estado das infra-estruturas e esteve em contacto directo com a população desalojada atingida pela calamidade.
Do interior do helicóptero, o estadista angolano viu a dimensão dos estragos causados pela força das águas aos bairros Cipiandalo, Calomburaco, Calomanga, Seta Antiga, Seta Nova, entre outros.
No regresso à observação em terra, João Lourenço interagiu com as famílias acolhidas no novo campismo, situado na zona F e arredores, também afectados pelo transbordo das águas do rio Cavaco. No local, o Chefe de Estado recebeu explicações detalhadas da organização e manteve contacto com as instalações e os serviços disponíveis para acudir as famílias sinistradas.
Na ocasião, a população desalojada destacou as condições criadas no local, desde a zona de reconhecimento de crianças perdidas, postos de saúde, áreas de dormitório, logística e cozinhas comunitárias.
Na sequência e visivelmente comovido com tudo quanto viu e ouviu, o Chefe de Estado orientou uma reunião com a Comissão Nacional de Protecção Civil, onde ficaram definidas as novas estratégias de resposta rápida ao fenómeno, para mitigar as dificuldades por que passam mais de oito mil cidadãos.
O Chefe de Estado constatou, ainda, as obras de reconstrução do dique do bairro Seta Nova, local onde se registou o início do transbordo das águas. João Lourenço visitou, igualmente, o bairro da Fronteira, dando continuidade à avaliação no terreno dos danos causados pelas enchentes.
Durante o percurso, foi visível a curiosidade de populares, que enalteceram a presença e a acção do Chefe do Executivo, destacando a importância da constatação directa da situação, o calor e a solidariedade prestados às vítimas.
O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, disse que, até às 13h00 de ontem, o número de mortes mantinha-se nos 18, ao passo que foram salvas mais de 3.600 pessoas.
Obras estruturantes
O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, considerou positivo o balanço da visita de constatação da dimensão dos estragos causados pelas águas, destacando a pronta resposta do Governo Provincial, do Executivo e a solidariedade de cidadãos e empresas de várias regiões do país.
Francisco Furtado referiu que nas primeiras 72 horas foram criadas condições essenciais para mitigar os efeitos da calamidade, resultante das fortes chuvas registadas nas regiões Norte e Leste da província de Benguela.
Para o ministro de Estado, a resposta inicial foi rápida, tendo envolvido a Comissão Provincial de Protecção Civil e o Executivo, com o envio de helicópteros, meios da Marinha de Guerra e fuzileiros navais. No total, explicou Francisco Furtado, foram mobilizadas 15 equipas, apoiadas por cinco meios náuticos para operações de resgate.
Até ontem, informou, mais de 3.600 pessoas tinham sido retiradas de zonas de risco, tendo destacado o contributo do Executivo Central, empresas e sociedade civil na estabilização das condições das famílias afectadas, embora reconheça que muitas vivem, ainda, em situação precária.
O responsável anunciou, ainda, que foram enviados para Benguela cerca de 830 toneladas de bens alimentares, medicamentos e outros meios essenciais, destinados ao apoio da população em centros de acolhimento temporário. Além disso, referiu, empresas contribuíram com mais de 700 toneladas de bens, incluindo uma doação de cerca de 500 toneladas de produtos alimentares e de higiene.
 O ministro de Estado destacou, também, a solidariedade nacional, com apoios provenientes de várias províncias, a exemplo de Luanda, Cabinda, Moxico, Huambo, Bié e Huíla, sublinhando a importância da união para enfrentar situações de calamidade.
Orientações do Presidente
O Presidente da República, segundo o ministro de Estado Francisco Furtado, deixou orientações concretas durante a reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil e do respectivo órgão provincial em Benguela.
 Entre as medidas anunciadas, esclareceu, está o início, após o fim da época chuvosa, das obras de recuperação e construção de novas infra-estruturas, com vista a pôr fim aos recorrentes episódios de inundações, tanto no rio Cavaco como no rio Catumbela.
O ministro de Estado alertou, ainda, para a necessidade de reforçar a sensibilização da população, sobretudo aquelas que residem em zonas de risco, enfatizando o facto de, durante o sobrevoo das zonas afectadas, ter sido possível constatar a existência de habitações construídas em ilhas de areia ao longo do rio Cavaco, áreas consideradas vulneráveis e que deverão ser desocupadas.
Defendeu, também, a realização de trabalhos de desassoreamento dos rios, no âmbito de um programa estruturante que visa prevenir futuras ocorrências, sublinhando que o projecto havia sido interrompido em 2015, mas vai ser retomado após a época chuvosa, com financiamento assegurado.
Impacto da visita
O ministro considerou que a visita do Presidente da República terá efeitos positivos, por permitir uma avaliação directa da situação no terreno.
“Ver é diferente de ouvir”, afirmou Francisco Furtado, salientando a importância do contacto directo com a população afectada.
Durante a reunião, revelou, foi analisada a situação das calamidades naturais em todo o país, decorrentes das chuvas registadas entre 15 de Agosto de 2025 e 12 de Abril do presente ano.

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