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Vítimas das cheias começam a tratar documentos arrastados pela “fúria” das águas do Cavaco

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O Governo estima que cerca de 20 mil pessoas, em Benguela, tenham ficado sem documentos de identificação pessoal, em consequência das cheias ocorridas, causadas pelo transbordo do rio Cavaco. Autoridades abriram aquilo que se convencionou chamar de “Campanha Especial de Atribuição de Bilhete de Identidade”. Até à presente data, já estão emitidos 458, 184 dos quais já levantados

O Governo de Benguela deu início a uma campanha de atribuição especial de bilhetes de identidade às vítimas das cheias, perdidos na sequência do transbordo do rio Cavaco, ocorrido a 12 de Abril deste ano.

São milhares os cidadãos cujos documentos se perderam nas águas, ficando impossibilitados de aceder a serviços como, por exemplo, os bancários, situação que tem criado aos sinistrados enormes constrangimentos para as suas vidas.

Ciente disso, o Governo Local, por via da Delegação da Justiça e dos Direitos Humanos, direccionou as condições técnicas e operacionais para essa empreitada.

Aqueles que desejam tratar o bilhete pela primeira vez, distante desse «regime especial», apurou este jornal, vêm a situação um pouco complicada. Cidadãos dizem que a emissão está condicionada à marcação. A prioridade recai para os sinistrados.

O cidadão Francisco Valença, morador da Calomanga, uma das zonas mais afectadas pelo transbordo do rio Cavaco, ressaltou que, além da destruição parcial da sua residência, perdeu toda a documentação e, por isso, enaltece a iniciativa do Governo de criar postos avançados para o tratamento de documentos de identificação pessoal.

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