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Colapsos, 13 mortos e resgates: O que se sabe do sismo do Japão?

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A magnitude do sismo que atingiu Kumamoto, no Japão, foi revista pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos de 7,1 para 6,8. Na manhã desta quarta-feira, ainda decorriam resgates, o número de mortos subiu e a primeira-ministra japonesa afirmou: “Todos os segundos contam”.

Subiu para 13 o número de vítimas mortais após o sismo em Kumamoto, no Japão, que foi inicialmente registado com uma magnitude de 7,1 – agora, o Serviço Geológico dos Estados Unidos reviu este a magnitude para 6,8. O abalo aconteceu na terça-feira, mas a atualização do número de mortos foi dada esta quarta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi.

Presto as minhas sinceras condolências à memória das vítimas mortais e expresso o meu profundo pesar à sua família”, referiu Takaichi aos jornalistas.

“Há pessoas que ainda estão à espera de ajuda. Todos os segundos contam”, disse.

Segundo a emissora NHK, há ainda pelo menos 33 feridos, mas o terremoto deixou para trás um grande rasto de destruição, com edifícios a colapsarem, como um centro comercial e um jardim de infância (ainda que parcialmente). O impacto do sismo fez ainda alguns incêndios deflagrarem, assim como o colapso de pontes, partes de uma muralha na região ou de torres de transmissão. Cerca de 48 mil pessoas ficaram sem eletricidade.

Segundo as publicações internacionais, o colapso de uma fábrica fez com que pelo menos 11 pessoas ficassem presas nos destroços. Duas dessas pessoas foram não apresentariam sinais de vida, mas o seu óbito ainda não tinha sido declarado durante a manhã desta quarta-feira. Outros dois trabalhadores terão sido retirados em estado crítico. A operação de buscas continuava durante a manhã pelos outros trabalhadores que ainda não foram encontrados.

Já esta quarta-feira, o ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo do Japão divulgou num relatório em que consta que duas autoestradas do país têm ainda 13 troços cortados, além de uma estrada nacional e três vias secundárias, na sequência do sismo registado.

Quanto ao serviço ferroviário, o MLIT indicou que não houve danos em infraestruturas, mas que foi determinada a suspensão total do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas.

A autoridade de transportes da cidade de Kumamoto indicou na rede social X que, embora o serviço de elétrico tenha sido suspenso na terça-feira, todas as linhas voltarão a operar hoje, ainda que com velocidades reduzidas e possíveis atrasos por motivos de segurança.

Nos aeroportos de Kumamoto e Amakusa, os serviços estão a ser restabelecidos, mas mantêm-se alguns cancelados. No transporte marítimo, foram registados danos menores em estaleiros e embarcações, estando suspensa uma rota de ferry.

O sismo ocorreu às 16h27 locais (6h27, em Lisboa) de terça-feira, com epicentro a cerca de 10 quilómetros de profundidade na província de Kumamoto, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que emitiu uma breve alerta de tsunami.

O abalo atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa de sete graus, centrada na intensidade à superfície e no potencial destrutivo, sendo a primeira vez que se regista esta magnitude desde o sismo que atingiu a península de Noto em 2024 e causou 400 mortos.

Em 2016, dois sismos devastadores – um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3 – atingiram Kumamoto. Causaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

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