Obras de construção das casas sociais dos sinistrados em Benguela orçadas em 11 mil milhões de kwanzas
O ministro das Obras Públicas e Urbanismo, Carlos Alberto dos Santos procedeu, esta sexta-feira, 19, ao lançamento da primeira pedra para construção de duzentas e vinte e cinco casas sociais para famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco, em Benguela.
Para a construção dessas casas sociais, o Governo Provincial de Benguela disponibilizou uma área de 44 hectares. A empreitada será erguida num prazo de oito meses e está orçada em 11 mil milhões 171 milhões 187 mil e 612 Kwanzas.
O acto de consignação foi assinado pelos representantes da Direcção Nacional de Gestão Fundiária da Habitação e da empreteira chinesa Xu Zhang Na Zhong.
Trata-se da primeira fase de um projecto que prevê a construção de 725 moradias sociais para os sinistrados, já aprovado pelo Executivo.
Falando na ocasião, o ministro solicitou rapidez na construção dessas residências, para realojar as famílias que perderam as suas casas no mês de Abril.
“Tudo está a ser feito para que os recursos financeiros estejam disponíveis atempadamente e não se perca tempo”, garantiu.
Carlos Alberto justificou a escolha do bairro da Graça por ser uma zona alta, firme e que devolve alguma segurança aos sinistrados.
Pediu ao empreiteiro para enquadrar os jovens daquela área nas 260 vagas disponíveis, combatendo assim o desemprego no seio destes.
Para o efeito, encontram-se já no terreno camiões basculantes, máquinas niveladores, materiais de construção, entre outros.
Na sequência da sua agenda de campo, o ministro passou pelos bairros do Tchipiandalo e Calomburaco, onde recebeu explicações da empreiteira Omatapalo sobre as soluções emergenciais das obras que decorrem nos diques de protecção do rio Cavaco.
As obras emergenciais propostas têm como principal objectivo a reposição imediata da capacidade de protecção hidráulica, incidindo prioritariamente sobre os diques rompidos e degradados na secção urbana do curso do rio Cavaco, segundo os técnicos.
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