Angola enaltece a iniciativa da ONU sobre Diálogo Global voltado para IA
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Angola enalteceu, em Nova Iorque, o trabalho desenvolvido pelo Órgão Consultivo de Alto Nível das Nações Unidas sobre Inteligência Artificial (IA) e o Diálogo Global focado na Governação desta ferramenta, dada a sua relevância na edificação de um modelo internacional de gestão responsável e inclusivo.
A posição do país foi apresentada pelo representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, durante a participação, na última sexta-feira, na reunião informativa sobre a conferência global de IA e as reuniões de alto nível sobre a governação global daquele instrumento, realizado na sede das Nações Unidas.
O representante permanente de Angola junto das Nações Unidas, Francisco da Cruz, exaltou os esforços desenvolvidos no âmbito da organização para a implementação do Pacto Digital Global.
O diplomata destacou a urgência de promover uma governação global da Inteligência Artificial (IA) que seja inclusiva, eficaz, transparente e estritamente orientada para o desenvolvimento sustentável.
O embaixador acrescentou que estes esforços devem traduzir os compromissos multilaterais em apoio concreto à implementação das prioridades nacionais dos Estados-membros.
O embaixador Francisco da Cruz ressaltou a necessidade de estes processos salvaguardarem os princípios da transparência, imparcialidade, inclusão, equidade e representatividade.
Esta postura, defendeu o diplomata, é essencial para mitigar qualquer forma de politização e assegurar a participação efectiva de todos os Estados-membros nas instâncias globais.
A persistente clivagem digital e tecnológica, salientou o diplomata, continua a limitar a capacidade de as nações em desenvolvimento participarem, de forma plena e equitativa, na criação, implementação e governação dos modelos de Inteligência Artificial (IA).
Para contornar este cenário de assimetria, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas referiu que a cooperação internacional focada na capacitação tecnológica deve constituir uma prioridade urgente, com especial enfoque nos países em desenvolvimento.
Nessa conformidade, o embaixador defendeu a urgência de uma acção mais prática, coordenada e orientada para resultados, com vista ao mapeamento das experiências disponíveis, dos programas de formação, da assistência técnica e das parcerias institucionais existentes. O objectivo, sublinhou, é facilitar o acesso das nações em desenvolvimento aos recursos necessários para o robustecimento das suas capacidades nacionais.
O embaixador Francisco da Cruz defendeu que os Estados-membros devem dispor de mecanismos estruturados para identificar fornecedores credíveis, aceder a conhecimento especializado e mobilizar apoio na formulação de políticas nacionais.
Estas ferramentas, sublinhou, são essenciais para o desenvolvimento de quadros regulamentares robustos e para o reforço das capacidades institucionais.
O diplomata angolano enfatizou que a governação da Inteligência Artificial (IA) deve estar fundamentalmente ao serviço das pessoas, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo que nenhuma nação seja excluída da transformação digital em curso.
Na ocasião, o representante permanente de Angola junto das Nações Unidas felicitou o Grupo de Amigos para a Cooperação Internacional em Capacitação em Inteligência Artificial — copresidido pela China e pela Zâmbia — pela organização da reunião informativa, classificando o encontro como um contributo de relevo para o reforço da cooperação internacional nesta área estratégica.
O Órgão Consultivo de Alto Nível sobre Inteligência Artificial das Nações Unidas foi criado em Outubro de 2023 pelo Secretário-Geral António Guterres.
Composto por cerca de 39 especialistas multissectoriais, o grupo entregou, em Setembro de 2024, o relatório final “Governança da Inteligência Artificial para a Humanidade”, propondo normas globais para gerir os riscos e os benefícios da tecnologia.
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