Pais e encarregados de educação receiam que greve dos professores possa baixar grau de aproveitamento dos alunos
Os pais e encarregados de educação, bem como os alunos do ensino primário, 1.º e 2.º ciclos do ensino secundário na província da Huíla, mostram-se apreensivos com o arranque da greve decretada pelo Sindicato Nacional de Professores (SINPROF). De acordo com alguns intervenientes ouvidos por este jornal, a paralisação, que se observa em todo o território nacional, poderá contribuir para o baixo grau de aproveitamento no 1.º trimestre do ano lectivo, que arrancou há pouco
Os professores angolanos do ensino geral encontram-se em greve desde ontem (21). Em causa estão reivindicações decorrentes do incumprimento de nove dos 11 pontos constantes do caderno rei vindicativo apresentado à entidade empregadora no ano passado.
Por esta razão, os professores de todo o país decidiram “cruzar os braços” de forma interpolada, sendo que a primeira fase da greve vai até ao dia 15 do próximo mês, com vis ta a exigir o cumprimento integral das promessas feitas pelo Governo, através do Ministério da Educação, apesar de este afirmar que as promessas têm vindo a ser cumpridas de forma gradual.
Na província da Huíla, a maior par te das escolas tem grande parte das suas salas de aulas encerradas, com apenas um professor para garantir o funcionamento do piquete de greve.
A situação, como constata do por este jornal, está a gerar preocupação no seio dos pais, encarregados de educação e alunos, que clamam pela resolução urgente do problema.
Iracelma Tchivinda, de 12 anos de idade e aluna da 7.ª classe na Escola 27 de Março, na cidade do Lubango, mostra-se preocupada com a paralisação das aulas, numa altura em que o ano lectivo começou há escassos dias.
