Angola reitera hoje apoio à reforma do Conselho de Segurança da ONU

Angola poderá reiterar, hoje, em Nova Iorque, o seu apoio firme à reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A posição, a ser defendida na 81.ª Sessão da Assembleia-Geral, está alinhada com o Consenso de Ezulwini e a Declaração de Sirte — directrizes da União Africana que reivindicam a atribuição de, pelo menos, dois assentos permanentes com direito a veto e cinco não permanentes para África.

O posicionamento do país será apresentado pelo Presidente da República, João Lourenço, durante a sessão de debates que reúne Chefes de Estado e de Governo dos 193 Estados-membros das Nações Unidas. No seu discurso, o Estadista angolano irá expor as prioridades nacionais, focar-se no reforço de parcerias estratégicas e apelar à construção de consensos sobre as questões mais prementes da agenda global.
O Chefe de Estado angolano deve voltar a alertar para o facto de sem esta transformação não ser possível revitalizar o multilateralismo, nem implementar plenamente o Pacto para o Futuro.
João Lourenço deverá também sublinhar, no seu pronunciamento, a urgência de tornar as instituições financeiras internacionais mais inclusivas e aptas a responder às necessidades dos países em desenvolvimento.
 Nesse sentido, o Chefe de Estado angolano prevê destacar o recente “Compromisso de Sevilha” como um avanço histórico rumo à consolidação de uma nova arquitectura financeira global.
O Presidente da República não deverá escapar à referência sobre a insegurança alimentar e a falta de acesso a bens essenciais, que permanecem desafios centrais para milhões de pessoas, sobretudo em África.
Na sua intervenção, o Estadista angolano deverá defender uma mobilização global mais solidária, enfatizando que as populações que menos contribuíram para a crise climática e económica mundial são, paradoxalmente, as que mais sofrem com as suas consequências.
O Presidente João Lourenço deverá reiterar que o défice de investimentos estruturais em áreas como Água, Agricultura e Educação, associado à instabilidade regional, continua a ser um dos principais entraves ao alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Na sua abordagem, o Chefe de Estado apontará estas carências como barreiras críticas que condicionam o progresso socioeconómico do continente.
O Chefe de Estado deverá ser incisivo ao abordar as questões de paz e segurança globais, com particular destaque para as iniciativas de mediação de conflitos conduzidas por Angola no Sahel, no Sudão e no Leste da República Democrática do Congo (RDC).
O Estadista angolano sublinhará que, apesar das complexas dificuldades enfrentadas, os esforços diplomáticos de Angola têm sido cruciais para abrir e manter espaços de negociação entre as partes desavindas.
Relativamente às alterações climáticas, João Lourenço poderá voltar a defender que sejam os países historicamente mais responsáveis pelas emissões de gases com efeito de estufa a assumir compromissos concretos de financiamento, transferência de tecnologia e apoio à adaptação nos países em desenvolvimento.
O Estadista angolano deverá também reiterar o firme compromisso de Angola com o Acordo de Paris, a Agenda 2030 das Nações Unidas e a Agenda 2063 da União Africana. Na sua alocução, João Lourenço sublinhará a urgência de se garantir uma transição energética justa, que equilibre a sustentabilidade ambiental com as necessidades de desenvolvimento económico do continente.
O Presidente da República deverá também defender a preservação da ONU como o pilar fundamental para a salvaguarda da paz internacional.O Chefe de Estado prevê alertar que apenas uma organização multilateral renovada, mais democrática e representativa, estará apta a responder às ameaças contemporâneas e a construir soluções partilhadas.

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