Programa de água rural beneficia nove municípios no Namibe
Nove municípios da província do Namibe vão beneficiar do Programa de Reabilitação dos Serviços de Água Rural Geridos pela Comunidade, lançado esta sexta-feira, em Moçâmedes, para reforçar o acesso à água potável nas comunidades rurais.
O programa abrange os municípios da Lucira, Moçâmedes, Saco-Mar, Iona, Tômbwa, Virei, Bibala, Cacimbas e Camucuio, onde serão priorizados os sistemas com maiores limitações operacionais e impacto directo nas comunidades rurais.
Designado Programa de Acção Imediata (PAI) e integrado no Projecto de Resiliência Climática e Segurança Hídrica em Angola (RECLIMA), o programa é promovido pelo Governo de Angola, através do Ministério da Energia e Águas, com financiamento do Banco Mundial e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
A iniciativa visa recuperar sistemas de abastecimento inoperantes ou com funcionamento condicionado, melhorar a capacidade das infra-estruturas existentes e garantir o acesso das populações à água potável.
As intervenções incluem a reabilitação de furos, bombas, tanques de armazenamento, redes de distribuição e outros equipamentos hidráulicos, bem como a reposição de componentes danificados ou vandalizados.
Estão igualmente previstas medidas de protecção contra furtos, vandalismo e descargas atmosféricas, além do reforço dos mecanismos comunitários de gestão, operação e manutenção.
A nível regional, o PAI prevê a intervenção em 617 sistemas de abastecimento de água rural em cinco províncias do Sul do país, dos quais 307 funcionam com bombas alimentadas por energia solar e 310 com sistemas de bombagem manual.
Os contratos de empreitada têm um período de execução de 24 meses, contemplando obras de reabilitação, reposição de equipamentos e testes de operacionalidade.
A cerimónia contou com a presença da vice-governadora para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas do Namibe, Ema da Silva, e da directora nacional das Águas, Elsa Ramos, bem como de representantes das Empresas Públicas de Água e Saneamento (EPAS), equipas de fiscalização, empreiteiros, organizações não-governamentais e comunidades beneficiárias.
Durante o encontro foram apresentados os objectivos do programa, as responsabilidades dos intervenientes e os mecanismos de monitoria e supervisão, bem como as normas ambientais e sociais aplicáveis. Foram igualmente assinados os Autos de Consignação das Obras e definidos os planos de implementação por município.
