Tiroteio em gala com Trump é encenação? A teoria que se espalhou online
Após o tiroteio de sábado, num jantar de gala entre Trump e jornalistas, rapidamente surgiram nas redes sociais várias especulações sobre o que teria acontecido. A maioria delas aponta para que tudo não tenha passado de uma encenação.
Ainda mal os disparos num jantar de gala de Donald Trump com os jornalistas correspondentes da Casa Branca eram notícia e já começavam a surgir rumores e conclusões – sem confirmação – do que se passara no Hotel Hilton de Washington, no passado sábado, dia 25 de abril.
A confusão não estava ainda resolvida e já o caos estava a ser montado nas redes sociais, onde muitos começavam a apresentar as suas próprias teorias acerca do sucedido.
Segundo relata o The New York Times, este é já um fenómeno comum após incidentes deste tipo, com influenciadores digitais a tentarem preencher o vazio de informações com especulações, numa tentativa de atrair atenção e seguidores. O resultado é muitas vezes a divulgação de informação que pode não corresponder à verdade.
O que se disse na internet?
Após o tiroteio, começaram a surgir as primeiras teorias através do Facebook, TikTok e X [antigo Twitter]. Entre as alegações mais sugeridas, está a de que tudo não passou de um ataque encenado.
Segundo uma análise feita pelo The New York Times, foram contabilizadas 300 mil publicações suportando esta teoria e alegando que se tratou, “sem dúvidas”, de uma forma de Donald Trump desviar as atenções sobre as críticas de que tem sido alvo por causa da guerra no Médio Oriente.
Outras tantas publicações, seguiram uma linha de pensamento diferente, focada no agressor, e afirmando que o suspeito seria um defensor da causa israelita.
Os dados são da TweetBinder, uma empresa de análise de redes sociais.
Após o ataque de sábado, Trump afirmou que o ocorrido deveria servir de apoio ao seu projeto de construir um luxuoso salão de baile nos jardins da Casa Branca. Uma obra que tem gerado muita polémica nos últimos meses.
Vários influenciadores de direita estarão a repercutir esta mensagem, compartilhando publicações que afirmam que o salão de baile é uma medida urgentemente necessária às medidas de segurança da Casa Branca, o que leva muitos também a questionar se não terá sido o tiroteio uma forma de impulsionar as obras em causa.
Entre outras informações partilhadas, está ainda a de que o atirador teria sido morto no local. Uma informação falsa que viria a ser mais tarde desmentida.
O que se diz vs o que é mesmo verdade?
Segundo uma análise da publicação norte-americana, muitas destas publicações vão ao encontro das expetativas de quem as escreve e não da realidade. Quem procura e reage às mesmas, segue uma mesma linha de atuação que é a de procurar a ideia que mais vai ao encontro daquilo que pensa, muitas vezes não procurando a verdade mas apenas validar a sua própria opinião.
“As pessoas estão a remodelar a realidade com base no que querem que seja verdade ou não”, sustenta Cliff Lampe, professor e vice-reitor da Escola de Informação da Universidade de Michigan.
“As pessoas não estão à procura de informações confiáveis, mas sim de informações que confirmem as suas crenças”, acrescenta.
O tiroteio
Recorde-se que, no sábado, a gala anual dos correspondentes da Casa Branca, em Washington, ficou marcada por um tiroteio, durante o discurso de boas-vindas.
Equipas de segurança, de armas em punho, tomaram posição no palco onde Trump estava sentado ao lado da primeira-dama, Melania, do vice-presidente, JD Vance, e de outros convidados, que foram rapidamente retirados.
O suspeito é Cole Tomas Allen, de 31 anos. Residente na Califórnia, é professor, terá agido sozinho e não tem antecedentes criminais.
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