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Arquivo de Sociedade - Radio Solidaria https://radiosolidaria.ao/tag/sociedade/ Conectando Luanda com Qualidade e Compromisso. Wed, 03 Jun 2026 13:24:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://radiosolidaria.ao/wp-content/uploads/2024/08/logo.png Arquivo de Sociedade - Radio Solidaria https://radiosolidaria.ao/tag/sociedade/ 32 32 Mais de um milhão de mototaxistas operam em Angola e muitos desconhecem Código de Estrada https://radiosolidaria.ao/2026/06/03/mais-de-um-milhao-de-mototaxistas-operam-em-angola-e-muitos-desconhecem-codigo-de-estrada/ https://radiosolidaria.ao/2026/06/03/mais-de-um-milhao-de-mototaxistas-operam-em-angola-e-muitos-desconhecem-codigo-de-estrada/#respond Wed, 03 Jun 2026 13:24:50 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6492 Mais de um milhão de mototaxistas encontram-se actualmente registados e controlados em Angola, mas uma parte significativa destes profissionais exerce a actividade sem conhecimentos básicos do Código de Estrada, situação que continua a preocupar as autoridades e as associações do sector. Fonte: Correio da Kianda A preocupação foi manifestada pelo presidente da Associação dos Motoqueiros […]

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Mais de um milhão de mototaxistas encontram-se actualmente registados e controlados em Angola, mas uma parte significativa destes profissionais exerce a actividade sem conhecimentos básicos do Código de Estrada, situação que continua a preocupar as autoridades e as associações do sector.

  • Fonte: Correio da Kianda

A preocupação foi manifestada pelo presidente da Associação dos Motoqueiros de Transporte de Angola (AMOTRANG), Bento Rafael, em declarações. O responsável revelou que muitos operadores desconhecem as regras elementares de circulação rodoviária e que alguns indivíduos chegam mesmo a fazer-se passar por mototaxistas para praticar actos ilícitos

Segundo Bento Rafael, a associação está a implementar um conjunto de medidas para melhorar a organização do sector, reforçar a identificação dos profissionais e promover acções de formação sobre segurança rodoviária e ética profissional.

Apesar disso, alguns mototaxistas  consideram que a associação ainda está distante dos problemas enfrentados pela classe e defendem maior acompanhamento, fiscalização e programas de capacitação para os operadores.

Os profissionais entendem que uma melhor organização do sector poderá contribuir para a valorização da actividade e para a redução dos casos de criminalidade associados ao uso de motociclos.

Por sua vez, o sociólogo Agostinho Paulo defende uma maior atenção das autoridades ao sector dos mototaxistas, considerando que a actividade desempenha um papel importante na mobilidade urbana e na geração de emprego para milhares de jovens.

O especialista entende que a formalização, a formação contínua e a criação de mecanismos eficazes de controlo podem ajudar a separar os profissionais que exercem a actividade de forma legítima daqueles que recorrem às motocicletas para a prática de crimes.

A actividade de mototáxi tem registado um crescimento significativo nos últimos anos em Angola, sobretudo nas zonas urbanas e periféricas, onde constitui uma das principais alternativas de transporte para a população.


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Mantém-se cenário de falta de combustível em Benguela apesar do comunicado da Sonangol https://radiosolidaria.ao/2026/06/02/mantem-se-cenario-de-falta-de-combustivel-em-benguela-apesar-do-comunicado-da-sonangol/ https://radiosolidaria.ao/2026/06/02/mantem-se-cenario-de-falta-de-combustivel-em-benguela-apesar-do-comunicado-da-sonangol/#respond Tue, 02 Jun 2026 09:52:45 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6483 A pesar de a Sonangol ter tranquiliza do a população com a disponibilidade de stock para fazer face à de manda, continua o cenário de falta de combustível em muitas bombas na província de Benguela. O cenário que se vive é bastante desolador para mui tos, com um número significativo de automobilistas e motoristas obrigados […]

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A pesar de a Sonangol ter tranquiliza do a população com a disponibilidade de stock para fazer face à de manda, continua o cenário de falta de combustível em muitas bombas na província de Benguela.

O cenário que se vive é bastante desolador para mui tos, com um número significativo de automobilistas e motoristas obrigados a pernoitar em bombas de combustíveis, por haver, como justificou o automobilista Paulo Pedro, a tendência de as mesmas serem abastecidas mais em período nocturno.

Esse quadro tem contribuí do para que o nosso entrevista do não ligue o ar-condicionado do carro há, sensivelmente, 15 dias, para além de ter ganhado o hábito de andar com bidões de 20 litros no carro para reservar aquilo que ele diz estar a «roubar» à água a qualidade de «líquido precioso», contra todos os riscos aí decorrentes.

“Mas, não temos como. E para conseguir já os tais litros?! Estamos a viver uma situação muito difícil”, vincou o cidadão, esperançado de que as autoridades olhem para o cenário e o invertam quanto antes.

“Estamos também a correr riscos de vida. Ter de estar aqui exposto”, reclama um outro automobilista de nome Simão, ao acrescentar que há quinze dias que não sabe o que é chegar cedo ao local de trabalho, por conta desse quadro o qual considera de «autêntica incompetência e inconcebível.

Era mais fácil, até poderíamos entender, se a Sonangol nos dissesse que a guerra no médio oriente contribuiu”, sugere.

Nas bombas pelas quais este jornal passou, maior par te das quais no casco urbano da cidade de Benguela, era visível o desespero de muitos automobilistas, assim como de bombistas que não sabiam se podiam ou alimentar a esperança de que a qualquer momento te riam os camiões para a descarga do produto e, acto contínuo, eles puderam, também, abastecer os automóveis. Eram filas enormes de carros e motos e cidadãos perfilados com bidões.

Estes últimos para o mercado informal, que têm encontrado no cenário uma oportunidade propícia para encarecer o produto. Um litro, nos vendedores paralelos, sai a mil kwanzas e, por consequência, a corrida de moto também au mentou. Nos dias que correm, conforme constatação feita por este jornal, quase que já não há

corrida de 200 kz, porque, segundo justificou o moto-taxista (kupapata, como é vulgarmen te conhecida essa franja social) Tony Nuno, “já não existe gasolina de 300 kz nessas senhoras”.

Algumas vendedoras, quando questionadas, justificaram com a dificuldade de abastecimento face à rejeição de que têm si o vítimas em muitas bombas e, por isso, obrigadas a accionar «o esquema (corrupção, entenda-se)» para poderem ter a gasolina. Entre os taxistas, há quem também tenha aumenta do a corrida de Benguela a Lo bito e vice-versa. De 500 kz, passaram a cobrar 600 kz.

Sonangol descreve ‘‘procura atípica’’ No seu comunicado torna do público recentemente, a Sonangol Distribuição e Comercialização admite um aumento significativo de procura de combustíveis em várias regiões do país, com destaque para as províncias de Benguela, Huíla e Namibe.

A petrolífera angolana não se refere à província do Huambo, mas este jornal constatou cenário semelhante à província de Benguela naquela região planáltica do país.

De acordo com o comunicado da concessionária angolana, a situação vivida nas aludidas regiões ocorre em um contexto de crescimento repentino e atípico da procura, associado à circulação de rumores de uma eventual alteração dos preços dos combustíveis, o que – conforme sinaliza – gerou pressão acrescida sobre a cadeia de logística de abastecimento em vários postos do país.

A Sonangol tranquiliza, no entanto, e diz que o país dispõe de combustível suficiente para responder à procura e que, em coordenação com os diferentes operadores do sector, tem em curso um plano de estabilização da rede de abastecimento, ao assegurar, no comunica do de há alguns dias a que este jornal teve acesso, que decorriam operações de reposição de combustíveis, por via terrestre e marítima “para diversas províncias do país”.

Muitos responsáveis de bombas de combustíveis não quiseram explicar ou adiantar mais nada à reportagem deste país com o argumento de que a posição da Sonangol manifestada, recentemente, acaba, de certo modo, por diluir as suas posições.


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Acidentes de viação em Luanda fazem 8 mortos e 22 feridos nas últimas 72 horas https://radiosolidaria.ao/2026/06/01/acidentes-de-viacao-em-luanda-fazem-8-mortos-e-22-feridos-nas-ultimas-72-horas/ https://radiosolidaria.ao/2026/06/01/acidentes-de-viacao-em-luanda-fazem-8-mortos-e-22-feridos-nas-ultimas-72-horas/#respond Mon, 01 Jun 2026 13:03:28 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6470 A sinistralidade rodoviária na província de Luanda provocou 8 mortes e 22 feridos, nas últimas 72 horas, entre 29 e 31 de Maio, segundo dados divulgados pelo Comando Provincial da Polícia Nacional. O balanço apresentado  pelo porta-voz da corporação, superintendente-chefe Nestor Goubel, indica que foram registados 20 acidentes de viação, associados sobretudo ao excesso de […]

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A sinistralidade rodoviária na província de Luanda provocou 8 mortes e 22 feridos, nas últimas 72 horas, entre 29 e 31 de Maio, segundo dados divulgados pelo Comando Provincial da Polícia Nacional.

O balanço apresentado  pelo porta-voz da corporação, superintendente-chefe Nestor Goubel, indica que foram registados 20 acidentes de viação, associados sobretudo ao excesso de velocidade e à falta de precaução na condução.

Os sinistros provocaram ainda danos materiais avaliados em cerca de 9,8 milhões de kwanzas.

No mesmo período, 723 automobilistas foram sancionados com multas por diversas infracções ao Código de Estrada. Paralelamente, 80 cidadãos foram detidos por infrações rodoviárias, incluindo 48 casos de condução em estado de embriaguez, 18 por falta de habilitação legal e 14 na sequência directa de acidentes.

Para reforçar a fiscalização, as autoridades operaram 82 barreiras de controlo e contenção de velocidade, com recurso a radares e outros meios técnicos.


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UNICEF realça redução da mortalidade infantil em Angola em alusão ao 1 de junho https://radiosolidaria.ao/2026/06/01/unicef-realca-reducao-da-mortalidade-infantil-em-angola-em-alusao-ao-1-de-junho/ https://radiosolidaria.ao/2026/06/01/unicef-realca-reducao-da-mortalidade-infantil-em-angola-em-alusao-ao-1-de-junho/#respond Mon, 01 Jun 2026 12:12:01 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6454 O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), num comunicado em alusão ao Dia Internacional da Criança, que se assinala hoje, garante que, em Angola, as crianças representam uma parte significativa da população, sendo essencial garantir o seu desenvolvimento pleno como base para o futuro do país De acordo com o documento, as crianças […]

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), num comunicado em alusão ao Dia Internacional da Criança, que se assinala hoje, garante que, em Angola, as crianças representam uma parte significativa da população, sendo essencial garantir o seu desenvolvimento pleno como base para o futuro do país

De acordo com o documento, as crianças menores de 15 anos representam cerca de 40% da popula ção. Crianças e jovens com menos de 25 anos constituem 60% dos angolanos, reflectindo uma pirâmide etária constituída maioritariamente de população mui to jovem e de base larga.

A entidade salienta que, nos últimos anos, Angola registou avanços importantes ao nível do estado de saúde da população.

Por exemplo, entre 2015 e 2024, o rácio de mortalidade materna reduziu de 233 para 170 por 100.000 nados vivos, enquanto a taxa de mortalidade de crianças menores de cinco anos diminuiu de 68 para 52 por 1.000 nados-vivos.

Apesar destes progressos encorajadores, garante a organização, a taxa de mortalidade ainda é mui to elevada e persistem desafios estruturais que continuam a afectar a vida e o bem-estar das crianças.

A violência contra a criança, os níveis ainda elevados de vulnerabilidade social e as desigualdades no acesso a serviços essenciais — como saúde, nutrição, educação e protecção — continuam a com prometer o desenvolvimento integral das crianças.

Dados recentes, incluindo os reportados pela linha SOS Criança, evidenciam um número preocupante de casos de violência, reforçando a necessidade de fortalecer os mecanismos de protecção e de resposta.


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Missão Angola–Brasil reforça assistência à saúde na Huíla https://radiosolidaria.ao/2026/05/30/missao-angola-brasil-reforca-assistencia-a-saude-na-huila/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/30/missao-angola-brasil-reforca-assistencia-a-saude-na-huila/#respond Sat, 30 May 2026 20:30:34 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6451 A Missão Técnica Angola-Brasil chegou, na noite de sexta-feira, à cidade do Lubango, província da Huíla, para dar continuidade às visitas técnicas às principais unidades hospitalares e instituições de ensino ligadas ao sector da Saúde. Na Huíla, a missão integrou o Director-Geral do Instituto de Especialização em Saúde, Mateus Guilherme, tendo sido recebida pelo director […]

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A Missão Técnica Angola-Brasil chegou, na noite de sexta-feira, à cidade do Lubango, província da Huíla, para dar continuidade às visitas técnicas às principais unidades hospitalares e instituições de ensino ligadas ao sector da Saúde.

Na Huíla, a missão integrou o Director-Geral do Instituto de Especialização em Saúde, Mateus Guilherme, tendo sido recebida pelo director do Gabinete Provincial da Saúde, Paulo Luvambano. A delegação é composta por especialistas angolanos e brasileiros das áreas de formação, monitorização e avaliação, gestão de informação, comunicação, aquisições e cooperação técnica, no âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS).
Integram igualmente a missão representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério da Saúde do Brasil, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU-Brasil), do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e de universidades públicas brasileiras.
Durante a permanência na província, a delegação efectuou visitas técnicas ao Hospital Central do Lubango, à Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, ao Hospital Materno-Infantil Irene Neto (Olga Chaves), ao Hospital Pediátrico do Lubango, ao Instituto Médio de Saúde 1851, ao Centro de Saúde da Mitcha, ao Hospital Municipal da Centralidade da Quilemba e ao Centro de Operações de Emergências de Saúde Pública (COESP).
Entre os destaques da agenda esteve a visita ao Hospital Municipal da Centralidade da Quilemba, unidade sanitária que realiza diariamente entre 504 e 700 atendimentos, desempenhando um papel relevante na prestação de cuidados primários de saúde à população.
Ao longo dos encontros com gestores, profissionais de saúde, docentes e estudantes, foram analisados indicadores assistenciais, necessidades de formação especializada, estratégias de vigilância epidemiológica e mecanismos de resposta a emergências de saúde pública. Os especialistas destacaram a importância do reforço dos sistemas de informação, da produção científica e da qualificação contínua dos profissionais para uma resposta mais eficaz aos desafios sanitários.
A missão avaliou igualmente os resultados alcançados pelo Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde na província da Huíla. No domínio da formação internacional, o Brasil mantém-se como o principal destino dos profissionais apoiados pelo programa, com 37 beneficiários, seguido de Portugal, com 31. Cuba e Cabo Verde também acolheram quadros formados no âmbito da iniciativa.
Actualmente, a província da Huíla conta com 83 beneficiários em programas de formação no exterior, dos quais 33 se encontram em formação e 50 já concluíram os respectivos cursos. Dos profissionais actualmente em formação, 18 frequentam instituições brasileiras e oito encontram-se em Portugal.
No âmbito da formação especializada realizada em Angola, a província regista 158 médicos internos distribuídos por 25 especialidades prioritárias, com destaque para Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia Geral e Medicina Interna.
Na área da Enfermagem, encontram-se em processo de especialização 195 profissionais, abrangendo áreas como Saúde Materna e Neonatal, Puericultura e Pediatria, Saúde Comunitária, Anestesiologia e Reanimação e Enfermagem Médico-Cirúrgica. Outros 85 profissionais frequentam cursos de formação pós-média, sobretudo nas especialidades de Parteira, Pediatria e Oftalmologia.
O projecto apoiou ainda 259 profissionais em acções de formação contínua realizadas no país, nas áreas de Gestão Hospitalar, Gestão Estratégica de Recursos Humanos em Saúde, Gestão de Competências, Bioquímica Clínica e Hematologia.
Durante a visita ao Hospital Central do Lubango, a delegação tomou conhecimento da recente certificação da unidade pela norma ISO 9001:2015, distinção que evidencia o compromisso da instituição com a qualidade dos serviços, a melhoria contínua dos processos e a segurança dos pacientes.
A missão permitiu igualmente identificar novas oportunidades de cooperação académica e técnico-científica entre Angola e Brasil, incluindo o aumento da oferta de vagas para formação especializada de profissionais angolanos em instituições brasileiras e o reforço das acções de capacitação realizadas em território nacional.
A Missão Técnica Angola–Brasil prossegue os trabalhos na província do Namibe, reafirmando o compromisso conjunto dos dois países com o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e com a formação de quadros altamente qualificados para assegurar uma cobertura universal de saúde mais eficiente, inclusiva e sustentável.

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Dom Zacarias Kamwenho enluta Igreja Católica Jornal OPaís por Jornal OPaís 30 de Maio, 2026 Em Sociedade, Última Hora https://radiosolidaria.ao/2026/05/30/dom-zacarias-kamwenho-enluta-igreja-catolica-jornal-opais-por-jornal-opais-30-de-maio-2026-em-sociedade-ultima-hora/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/30/dom-zacarias-kamwenho-enluta-igreja-catolica-jornal-opais-por-jornal-opais-30-de-maio-2026-em-sociedade-ultima-hora/#respond Sat, 30 May 2026 15:32:14 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6445 O arcebispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kamwenho, faleceu nesta Sexta-feira, 29 de Maio, aos 91 anos de idade, vítima de doença. A informação foi confirmada pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST). O religioso encontrava-se internado no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda. Reconhecido como uma das grandes figuras da […]

O post Dom Zacarias Kamwenho enluta Igreja Católica Jornal OPaís por Jornal OPaís 30 de Maio, 2026 Em Sociedade, Última Hora apareceu primeiro em Radio Solidaria.

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O arcebispo emérito do Lubango, Dom Zacarias Kamwenho, faleceu nesta Sexta-feira, 29 de Maio, aos 91 anos de idade, vítima de doença.

A informação foi confirmada pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST). O religioso encontrava-se internado no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda.

Reconhecido como uma das grandes figuras da Igreja Católica em Angola, Dom Zacarias Kamwenho dedicou grande parte da sua vida à promoção da paz, da reconciliação nacional e ao serviço das comunidades angolanas.

Em comunicado, a CEAST manifestou profundo pesar pelo desaparecimento físico do prelado, destacando o seu legado de fé, dedicação pastoral e compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

“A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé eleva preces pelo eterno descanso de Sua Excelência Dom Zacarias Kamwenho”, refere a nota


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Detido líder religioso suspeito de agressão sexual contra fiéis na Huíla https://radiosolidaria.ao/2026/05/29/detido-lider-religioso-suspeito-de-agressao-sexual-contra-fieis-na-huila/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/29/detido-lider-religioso-suspeito-de-agressao-sexual-contra-fieis-na-huila/#respond Fri, 29 May 2026 12:50:46 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6431 O Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla deteve, quarta feira, um homem, de 53 anos, líder de uma denominação religiosa, no município da Palanca, suspeito de assédio sexual contra seis fiéis da congregação. Segundo o SIC, pesam sobre o implicado crimes de abuso sexual de menor de 14 anos e agressão sexual com penetração, […]

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O Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Huíla deteve, quarta feira, um homem, de 53 anos, líder de uma denominação religiosa, no município da Palanca, suspeito de assédio sexual contra seis fiéis da congregação.

Segundo o SIC, pesam sobre o implicado crimes de abuso sexual de menor de 14 anos e agressão sexual com penetração, praticados de forma continuada entre 2024 e 2026.
As investigações preliminares das autoridades locais dão conta que o arguido recorria à manipulação psicológica e ao título de “profeta” para controlar as vítimas sob o pretexto de realizar alegados rituais de “cura e libertação espiritual”.
Por outro lado, o Na Mira do Crime avança que os familiares das alegadas seis vítimas acusaram o Serviço de Investigação Criminal de proteger o líder da Igreja Ministério Internacional de Milagres, Amor e Compaixão, no Lubango, conhecido por “profeta Israel”.
Já a esposa do suposto agressor, Joana Mário Domingos Sampaio, vice-presidente da congregação, reconheceu ter tomado conhecimento do caso, mas afirmou que o processo se encontra sob segredo de justiça.
Por fim, o porta-voz do SIC na Huíla, inspector Segunda Quitumba, confirmou que já foram recebidos várias denúncias contra o suspeito e informou que o líder religioso possui uma doença, conforme esclarecido junto dos Serviços Prisionais, razão pela qual ainda não foi apresentado publicamente, conclui a mesma fonte.

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Colisão entre veículos pesados causa três mortos e deixa 36 militares das FAA feridos em Cabinda https://radiosolidaria.ao/2026/05/26/colisao-entre-veiculos-pesados-causa-tres-mortos-e-deixa-36-militares-das-faa-feridos-em-cabinda/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/26/colisao-entre-veiculos-pesados-causa-tres-mortos-e-deixa-36-militares-das-faa-feridos-em-cabinda/#respond Tue, 26 May 2026 12:21:56 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6401 Três pessoas morreram, dentre as quais dois militares das Forças Armadas Angolanas (FAA), e outras 36 ficaram feridas na sequência de um acidente de viação ocorrido ontem, na localidade de Fortaleza, em Cabinda, envolvendo um veículo militar de marca Kamaz e um camião Volvo contentorizado, que seguia viagem de Cabinda para Luanda Os 36 militares […]

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Três pessoas morreram, dentre as quais dois militares das Forças Armadas Angolanas (FAA), e outras 36 ficaram feridas na sequência de um acidente de viação ocorrido ontem, na localidade de Fortaleza, em Cabinda, envolvendo um veículo militar de marca Kamaz e um camião Volvo contentorizado, que seguia viagem de Cabinda para Luanda

Os 36 militares feridos, um deles em estado bastante grave, são efectivos das FAA afectos à 10.ª Brigada de Infantaria Motorizada, localizada no Ntó, 17 quilómetros a sul da cidade de Cabinda.

A colisão entre os dois veículos pesados ocorreu por volta das 8 horas e 45 minutos de ontem, 25, resultando na morte imediata do condutor da viatura Volvo, enquanto os dois militares não resistiram aos ferimentos, acabando por falecer na tarde de ontem.

No hospital da 2.ª Região Militar de Cabinda, encontram-se internados os 36 feridos a receberem assistência médica, enquanto o corpo da vítima mortal foi trasladado para a morgue do Hospital Provincial de Cabinda.

O sinistro ocorreu na aldeia da Fortaleza, município de Ngoio, cerca de 15 quilómetros a sul da cidade de Cabinda, tendo como principal causa a imprudência dos automobilistas.


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Desinformação dificulta vacinação de crianças contra poliomielite em Luanda https://radiosolidaria.ao/2026/05/25/desinformacao-dificulta-vacinacao-de-criancas-contra-poliomielite-em-luanda/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/25/desinformacao-dificulta-vacinacao-de-criancas-contra-poliomielite-em-luanda/#respond Mon, 25 May 2026 12:32:34 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6391 A segunda fase do programa nacional de vacinação contra poliomielite na província de Luanda alcançou cerca de 90%, um número que reflecte com as metas projectadas que apontavam para uma cobertura de mais de 1 milhão de crianças dos zero aos cinco anos de idade. A coordenadora Provincial do Programa Alagado, Felismina Neto, indica que […]

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A segunda fase do programa nacional de vacinação contra poliomielite na província de Luanda alcançou cerca de 90%, um número que reflecte com as metas projectadas que apontavam para uma cobertura de mais de 1 milhão de crianças dos zero aos cinco anos de idade.

A coordenadora Provincial do Programa Alagado, Felismina Neto, indica que a desinformação e a falta de conhecimento sobre a importância da vacina constituíram um dos principais desafios dos agentes e equipas móveis envolvidos na causa.

“A nível da província nos estamos com uma cobertura acima dos 90 por cento, apesar de não ser de forma homogénea, porque há municípios que estão abaixo dos 90 por cento e outros acima dos 90 por cento”, disse assegurando que a capital angolana não regista casos de pólio, mas sim o vírus no meio ambiente.

Esta segunda ronda da campanha mobilizou mais de 13 mil pessoas, entre coordenadores, supervisores, vacinadores, mobilizadores comunitários, registadores, parceiros nacionais e internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, como o UNICEF e a Visão Mundial.

A campanha foi realizada essencialmente no modelo porta-a-porta, mas contou igualmente com postos fixos em mercados, paragens de autocarro, estações ferroviárias e pontos de intersecção entre províncias, para garantir que nenhuma criança fique sem receber “as duas gotinhas milagrosas” contra a pólio.


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Cinco líderes que moldaram o sonho de uma África livre https://radiosolidaria.ao/2026/05/25/cinco-lideres-que-moldaram-o-sonho-de-uma-africa-livre/ https://radiosolidaria.ao/2026/05/25/cinco-lideres-que-moldaram-o-sonho-de-uma-africa-livre/#respond Mon, 25 May 2026 12:29:28 +0000 https://radiosolidaria.ao/?p=6388 No calendário político e histórico do continente, o 25 de Maio ocupa um lugar especial. A data assinala o Dia de África, criado para celebrar a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, em Adis Abeba, instituição que mais tarde daria origem à actual União Africana. Para além do simbolismo histórico, o dia […]

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No calendário político e histórico do continente, o 25 de Maio ocupa um lugar especial. A data assinala o Dia de África, criado para celebrar a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963, em Adis Abeba, instituição que mais tarde daria origem à actual União Africana. Para além do simbolismo histórico, o dia assinala a luta pela libertação do colonialismo, pela afirmação da identidade africana e pela construção de Estados soberanos.

Entre os nomes que marcaram esse processo destacam-se Kwame Nkrumah, Julius Nyerere, Jomo Kenyatta, Ahmed Sékou Touré e Léopold Sédar Senghor. Vindos de diferentes regiões do continente, estes líderes partilhavam uma mesma convicção: África precisava governar-se a si própria e recuperar a dignidade perdida durante décadas de dominação colonial.
Um legado que atravessa gerações
Os caminhos seguidos por estes líderes foram diferentes. Alguns privilegiaram o socialismo africano, outros apostaram em modelos mais liberais. Uns tornaram-se referências democráticas, outros foram criticados pelo autoritarismo. Todos, porém, desempenharam um papel decisivo na descolonização do continente.
O Dia de África é também um momento para revisitar esse legado, compreender as conquistas alcançadas e reconhecer os desafios que continuam presentes. Mais de seis décadas após as primeiras independências, o continente enfrenta questões ligadas à integração económica, juventude, democracia, industrialização e soberania política.
Ainda assim, a visão de uma África unida, forte e dona do seu destino continua viva. E muito dessa ideia nasceu com líderes como Nkrumah, Nyerere, Kenyatta, Sékou Touré e Senghor, homens que ajudaram a transformar o mapa político do século XX e deram voz às aspirações de milhões de africanos.
Kwame Nkrumah (Gana)                                                                      
(21 de Setembro de 1909 — 27 de Abril de 1972)
O arquitecto do pan-africanismo moderno
Kwame Nkrumah tornou-se, em 1957, o primeiro líder da África subsaariana a conduzir uma colónia à independência. A então Gold Coast transformou-se em Gana e abriu caminho para outros movimentos de libertação no continente.
Educado nos Estados Unidos e influenciado pelas ideias pan-africanistas, Nkrumah defendia que a independência política só faria sentido se estivesse ligada à unidade africana. A frase “A independência do Gana é inútil se não estiver ligada à libertação total da África” tornou-se uma referência histórica.
Durante o seu governo, investiu na educação, industrialização e infra-estruturas, mas também enfrentou críticas devido ao crescente autoritarismo do regime. Ainda assim, o seu papel na mobilização continental permanece incontornável. Foi um dos principais impulsionadores da criação da Organização da Unidade Africana.
Jomo Kenyatta (Quénia)                                                                      
(20 de Outubro de 1894 — 22 de Agosto de 1978)
A voz da libertação queniana
Figura central do nacionalismo queniano, Jomo Kenyatta liderou o país rumo à independência, em 1963, após anos de tensão entre o poder colonial britânico e os movimentos africanos.
Politicamente associado à luta anticolonial, especialmente durante o período da revolta Mau Mau, Kenyatta tornou-se símbolo da resistência queniana. Após assumir a liderança do novo Estado, apostou na estabilidade política e na consolidação das instituições nacionais.
O seu governo incentivou o crescimento económico e fortaleceu o papel do Quénia como potência regional da África Oriental. Porém, também foi marcado por acusações de concentração de poder e desigualdade na distribuição de terras, questão sensível herdada do colonialismo.
Apesar das controvérsias, Kenyatta continua a ser lembrado como um dos rostos mais influentes da emancipação africana.
Julius Nyerere (Tanzânia)            
(13 de Abril de 1922 — 14 de Outubro de 1999)
O professor que sonhou uma sociedade igualitária
Na Tanzânia, Julius Nyerere ficou conhecido como “Mwalimu”, palavra suaíli que significa professor. O apelido reflectia não apenas a sua profissão de origem, mas também a forma pedagógica como conduziu o país após a independência, em 1961.
Julius Nyerere apostou numa via africana de socialismo baseada no conceito de “Ujamaa”, que promovia a vida comunitária, a solidariedade rural e a auto-suficiência. A sua visão procurava adaptar modelos políticos às realidades culturais africanas, rejeitando tanto a dependência colonial quanto a submissão ideológica às potências da Guerra Fria.
Embora muitos dos seus programas económicos tenham produzido resultados limitados, Nyerere conquistou respeito internacional pela integridade pessoal, pela defesa da unidade nacional e pelo apoio aos movimentos de libertação da África Austral, incluindo Angola e Moçambique.
Ahmed Sékou Touré (Guiné)
(9 de Janeiro de 1922 — 26 de Março de 1984
O líder que disse “não” à França
Na Guiné, Ahmed Sékou Touré entrou para a história ao rejeitar publicamente a proposta francesa de integração na Comunidade Francesa, apresentada pelo general Charles de Gaulle, em 1958.
Enquanto várias colónias optaram por manter vínculos estreitos com Paris, Touré escolheu a independência imediata. A decisão teve consequências severas. A França retirou abruptamente técnicos, recursos e estruturas administrativas do país. Ainda assim, a Guiné tornou-se símbolo de soberania africana.
Sékou Touré adoptou uma linha política revolucionária e anti-imperialista, aproximando-se de países socialistas e apoiando movimentos de libertação no continente. O seu governo, no entanto, também ficou marcado pela repressão política, perseguições e restrições às liberdades civis.
Mesmo com um legado controverso, o seu gesto de ruptura com o colonialismo francês permanece como um dos momentos mais emblemáticos da história africana contemporânea.
Léopold Sédar Senghor (Senegal)         
(9 de Outubro de 1906 — 20 de Dezembro de 2001)
A cultura como instrumento de libertação
Poeta, intelectual e estadista, Léopold Sédar Senghor deu ao Senegal uma dimensão política profundamente ligada à cultura e à identidade africana.
Foi um dos criadores do movimento da “Negritude”, corrente intelectual que valorizava as raízes africanas e combatia a inferiorização cultural imposta pelo colonialismo europeu. Para Senghor, a independência não devia ser apenas política, mas também cultural e psicológica.
Primeiro presidente do Senegal independente, em 1960, governou durante duas décadas e destacou-se pela defesa do diálogo, da estabilidade institucional e da cooperação internacional. Ao contrário de muitos líderes da época, deixou o poder voluntariamente, em 1980, gesto raro na política africana pós-independência.
A sua herança permanece viva tanto na literatura quanto na construção da identidade africana moderna

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