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Desinformação dificulta vacinação de crianças contra poliomielite em Luanda

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A segunda fase do programa nacional de vacinação contra poliomielite na província de Luanda alcançou cerca de 90%, um número que reflecte com as metas projectadas que apontavam para uma cobertura de mais de 1 milhão de crianças dos zero aos cinco anos de idade.

A coordenadora Provincial do Programa Alagado, Felismina Neto, indica que a desinformação e a falta de conhecimento sobre a importância da vacina constituíram um dos principais desafios dos agentes e equipas móveis envolvidos na causa.

“A nível da província nos estamos com uma cobertura acima dos 90 por cento, apesar de não ser de forma homogénea, porque há municípios que estão abaixo dos 90 por cento e outros acima dos 90 por cento”, disse assegurando que a capital angolana não regista casos de pólio, mas sim o vírus no meio ambiente.

Esta segunda ronda da campanha mobilizou mais de 13 mil pessoas, entre coordenadores, supervisores, vacinadores, mobilizadores comunitários, registadores, parceiros nacionais e internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde, como o UNICEF e a Visão Mundial.

A campanha foi realizada essencialmente no modelo porta-a-porta, mas contou igualmente com postos fixos em mercados, paragens de autocarro, estações ferroviárias e pontos de intersecção entre províncias, para garantir que nenhuma criança fique sem receber “as duas gotinhas milagrosas” contra a pólio.

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