Ngola Kabangu acusado de inviabilizar conferência de imprensa e tomar de assalto à sede da FNLA
Uma nova crise se instalou no partido FNLA, por conta de acusações que dão conta que o antigo líder, Ngola Kabangu, inviabilizou uma conferência de imprensa convocada esta quinta-feira, 19, pelo presidente, Nimi-a-Simbi.
O secretário Nacional para Acompanhamento às Organizações de Massa, José Afonso Makendelwa, disse em declarações à imprensa, que o engenheiro Ngola Kabangu, acompanhado de muitos militantes e antigos combatentes da FNLA, “tomaram de assalto à sede do partido cita no bairro Popular, em Luanda”, com intenção de impedir que a direcção do partido denunciasse a sua conduta que visa manchar o bom nome daquela organização.
“São várias as acções que o antigo líder Ngola Kabangu tem estado a levar a cabo com vista a deslegitimar a direcção actual eleita em congresso ordinário”, sublinhou José Makendelwa.
Importa referir que os membros do Comité Central da FNLA, que apoiam as iniciativas de Ngola Kabango, reafirmaram as acusações ao presidente do partido, Nimi-a-Simbi, de se furtar a dar explicações sobre o estado económico e financeiro daquela formação política.
Durante uma conferência de imprensa realizada nos finais do mês passado, o coordenador do grupo, Ndonda Nzinga, sublinhou ainda que os membros do Comité Central, esperam que o líder Nimi-a-Simbi, cumpra com os estatutos com uma elevação política, que venha a conduzir o partido à renovação da confiança política, afim de a FNLA rumar unida ao VI Congresso Ordinário aprazado para o mês de Setembro deste ano.
Sobre o assunto, o cientista político, Eurico Gonçalves, disse que esta nova crise no seio da FNLA, revela uma “desorientação estratégica, demonstrando fragilidade institucional” que pode originar dúvidas aos militantes sobre a liderança da organização, sobretudo numa altura em que se aproximam as eleições gerais.
O analista entende que o cenário vivido esta quinta-feira, na FNLA demonstra mais do que um conflito interno, estando na base a “cultura política” daquela agremiação que se apresenta dividida.
De acordo com o especialista, “se a divergência não encontra canais formais e legítimos, transforma-se em demonstração de força”, o que acaba por fragilizar a autoridade moral da FNLA, junto do eleitorado angolano.
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