Conselho de Governação Local analisa impacto das medidas de contingência contra ébola
Apesar de não existir registo de nenhum caso no país, o Conselho de Governação Local foi ontem informado, em reunião presidida pelo Presidente da República, João Lourenço, sobre o impacto das medidas constantes do Plano Nacional de Contingência contra o ébola que está a ser implementado
O Ministério da Saúde descreveu como se procedeu ao reforço da vigilância junto das fronteiras terrestres dos portos e aeroportos internacionais, com medidas específicas de informação aos passageiros provenientes dos países afectados e em risco ou de outros países em função da evolução da situação actual.
Em declarações à imprensa, no final da primeira reunião ordinária do referido conselho, Sílvia Lutucuta, a titular da pasta, afirmou que o ébola tem causado “uma certa preocupação” às autoridades angolanas, uma vez que o país possui uma extensa fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), que é considerado o epicentro da doença.
Entretanto, explicou que, naquele país vizinho, o vírus tem maior incidência na parte norte, onde há maior proximidade com o Uganda, o Rwanda e a Tanzânia. “A grande preocupação é que essa nova estirpe ainda não tem vacina disponível, continua a ter um contágio muito fácil e uma taxa de mortalidade elevada”, detalhou.
Segundo a ministra, entre as medidas que foram tomadas ao nível das fronteiras está o controlo da temperatura das pessoas, pelo que recomenda que se evite viajar para as áreas afectadas. Em relação à varíola dos macacos, Sílvia Lutucuta disse que, por enquanto, do ano passado até à presente data, foram registados quatro casos na província do Uíge e nove casos em Cabinda. No entanto, há apenas cinco casos activos na província mais ao norte do país.
Para a combater, foi ainda adoptada uma estratégia que, além da educação para a prevenção da doença, passa pela implementação de outras medidas, sobretudo a vacinação dos contactos. A informação foi reforçada pela governadora provincial de Cabinda, Suzana Abreu, que afirmou que “agora temos de nos preparar para lidar com a questão do ébola.
Tendo em atenção que Cabinda, além das fronteiras legais, tem os caminhos fiotes (pontos de passagem clandestinos de pessoas), explicou que isso constitui uma preocupação, razão pela qual constituíram algumas comissões de trabalho para se reforçar a vigilância sobre os mesmos.
Suzana de Abreu garantiu que, ainda assim, vão se reforçar as medidas, para que a população esteja protegida. Uma outra preocupação se estende com a varíola do macaco, cujos dados apontam para o registo de cinco casos activos na província. “Nós estamos também a tomar as devidas medidas.
Temos os casos isolados e a situação está muito bem controlada”, detalhou, salientando, em seguida, que as equipas técnicas estão muito bem preparadas, em termos de formação e de material de combate à doença.
Mais de 470 projectos públicos concluídos
Os membros do Conselho de Governação Local foram informados de que, até ao final do primeiro trimestre deste ano, foram concluídas as obras de construção de 473 projectos inscritos no âmbito do Programa de Investimento Público.
O relatório apresentado na ocasião refere igualmente que o PIP 2026 encerrou o período em análise com um orçamento em execução de 5.113,83 mil milhões de kwanzas, tendo sido liquidadas despesas no montante de 1,724,34 mil milhões de kwanzas, correspondendo a uma taxa de execução financeira de 33,7%, reflectindo um desempenho positivo face ao período homólogo.
“Entre os principais resultados alcançados, evidenciam-se a construção, reabilitação e conclusão de escolas, a edificação e modernização de hospitais, centros e postos de saúde, a reabilitação de estradas, bem como a implementação de barragens e sistemas de geração de energia, contribuindo para a segurança energética e o abastecimento de água”, lê-se no comunicado de imprensa distribuído no f inal da reunião.
De realçar que Suzana de Abreu fez uma incursão, em declarações à imprensa, sobre os projectos que estão a ser executados e por executar nos próximos tempos na província de Cabinda, tendo destacado que, dentro de algum tempo, vai se proceder à consignação da CREC (Circular Rodoviária Externa de Cabinda), e que há dias reiniciaram as obras de construção do Pólo Universitário 11 de Novembro.
A governante explicou que a sua província faz parte do leque de províncias que beneficiaram do Programa de Construção de Pontes Metálicas, o que constitui grande importância, uma vez que a província, devido à sua situação geográfica, necessita que se construam pontes em diversas localidades, sendo que, no período em análise, foram construídas 12 pontes. “Vamos continuar a trabalhar para levar pontes onde são necessárias”, frisou.
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