Autores de ataque na Rússia condenados a perpétua. Morreram 149 pessoas
Um tribunal militar de Moscovo condenou quatro homens a prisão perpétua pelo ataque ao Crocus City Hall, que resultou na morte de 149 pessoas em março de 2024. O atentado foi o mais mortífero reivindicado pelo Estado Islâmico na Europa
Um tribunal militar de Moscovo condenou, esta quinta-feira, quatro homens a prisão perpétua pelo atentado contra a sala de espetáculos Crocus City Hall, na Rússia, onde morreram 149 pessoas em março de 2024.
O ataques ao Crocus City Hall, nos arredores da capital russa, foi o mais mortífero reivindicado pelo Estado Islâmico (EI) no continente europeu.
Os quatro homens – todos oriundos do Tajiquistão, uma antiga república soviética da Ásia Central – foram condenados por serem os autores do atentado, mas a justiça russa julgou outras onze pessoas por cumplicidade, com penas que variam de 19 anos e 11 meses à prisão perpétua.
“Considerem Shamsiddin Fariduni, Dalerdzhon Mirzoyev, Muhammadsobir Fayzov e Saidakram Rachabalizoda culpados e condenem-nos à prisão perpétua”, declarou o juiz do tribunal, citado pela agência de notícias TASS.
Os quatro atacantes, na altura com idades entre os 20 e os 31 anos, trabalhavam como taxista, operário fabril e na construção civil.
Shamsidin Fariduni, Dalerdzhon Mirzoyev, Makhammadsobir Fayzov e Saidakrami Rachabolizoda entraram no Crocus City Hall e abriram fogo pouco antes de um concerto da banda de rock Picnic, a 22 de março de 2024.
Depois, incendiaram o edifício, deixando muitas vítimas presas. O ataque provocou 149 mortos – incluindo seis crianças – e mais de 600 feridos. Cerca de metade das vítimas do atentado foram mortas pelo fumo e monóxido libertados pelo incêndio no auditório e não por tiros, informou no domingo a agência noticiosa estatal russa TASS, citando documentos da investigação.
O ataque ocorreu dois anos após o início da invasão russa da Ucrânia e, ainda que tenha sido reinvidicado pelo Estado Islâmico, as autoridades russas não deixaram de admitir a participação da Ucrânia, apesar dos desmentidos de Kyiv.
No final de março do ano passado, o Comité de Investigação russo anunciou a conclusão da investigação sobre as 19 pessoas alegadamente envolvidas.
Os investigadores concluíram que “o ato terrorista tinha sido planeado e organizado pelos serviços secretos de um Estado hostil”, sem especificar qual o país envolvido.
Os Estados Unidos tinham anunciado, no início do mesmo mês, a detenção de Mohammad Sharifullah, um dirigente do EI suspeito de ter planeado um ataque no aeroporto de Cabul em 2021, que matou 183 pessoas.
As autoridades norte-americanas afirmaram que Sharifullah admitiu ter dado instruções aos autores do atentado na sala de espetáculos Crocus City Hall.
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