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Presidente constata execução das obras do Palácio das Artes

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O Presidente da República, João Lourenço, constatou segunda-feira, em Luanda, o nível de execução das obras do futuro Palácio das Artes “Carlos Aniceto Liceu Vieira Dias”, nas instalações da antiga Assembleia Nacional, e do Cine Nacional (Chá de Caxinde)

Durante a visita, realizada no fim da tarde, João Lourenço foi informado sobre o grau de execução das empreitadas, os prazos previstos para a conclusão dos trabalhos e os projectos de gestão cultural para os espaços, considerados estratégicos para o desenvolvimento das artes e da cultura no país.
Em declarações à imprensa, o ministro da Cultura, Filipe Zau, explicou que a parte principal do futuro Palácio das Artes está praticamente concluída, tendo sublinhado a possibilidade de atrasos na entrega, prevista inicialmente para Março do próximo ano.
“O Palácio está praticamente pronto. A outra componente, ligada à formação, também está bastante avançada. Estamos agora a trabalhar em alguns acabamentos e na recuperação de determinadas salas. Não vamos ter, provavelmente, o Palácio antes de Março de 2027”, explicou.
O complexo, avaliado em 85 milhões de dólares, vai integrar um teatro principal moderno com capacidade para 800 lugares sentados e um anfiteatro de apoio com 140 lugares, um edifício residencial projectado para alojar temporariamente até 80 artistas, bem como uma área de estacionamento subterrâneo com capacidade para 330 viaturas.
Filipe Zau considerou o projecto uma das maiores apostas do país no domínio das artes e da promoção cultural em África.
“Penso que podemos ter a nível africano já, pelo me-nos, salas com alguma dignidade para que os nossos artistas possam trabalhar e chegar ao nível dos outros”, frisou o ministro da Cultura.
Cine Nacional pode abrir ao público em breve
No fim da tarde de ontem, o Presidente da República, João Lourenço, visitou, também, as instalações do antigo Cine-Teatro Nacional, também conhecido como Cine Chá de Caxinde.
No fim da visita, o ministro da Cultura, Filipe Zau, disse que a obra está concluída em cerca de 95 por cento e pode ser inaugurada brevemente. De acordo com o responsável, o espaço vai manter a designação histórica de Cine Nacional, por se tratar de um edifício construído entre 1932 e 1933 e classificado como património nacional.
“Respeitámos o mais possível a estrutura original do edifício. Tivemos de substituir madeiras deterioradas e recuperar praticamente toda a infra-estrutura, mas hoje já temos um espaço digno”, afirmou.
Os dois espaços, segundo informou, vão funcionar com uma programação cultural permanente, inspirada no modelo de gestão do Palácio de Ferro, permitindo acolher espectáculos de música, teatro, dança, cinema e outras manifestações artísticas.
O Ministério da Cultura está a trabalhar na recuperação de salas culturais em várias províncias do país, com destaque para Lunda-Norte, Uíge, Zaire, Huambo e Namibe, no quadro da expansão da actividade cultural e artística a nível nacional. Os investimentos em curso, afirmou o ministro da Cultura, vão impulsionar o turismo cultural e proporcionar melhores condições para a realização de digressões de artistas angolanos pelo país.
Executivo comprometido com a empregabilidade 
O ministro da Cultura, Filipe Zau, afirmou que o Executivo pretende criar melhores condições de empregabilidade para os artistas angolanos.
Filipe Zau falava no final da visita efectuada pelo Presidente João Lourenço às obras do Palácio das Artes “Carlos Aniceto Liceu Vieira Dias”, nas instalações da antiga Assembleia Nacional, e do Cine Nacional.
O governante defendeu, na ocasião, que a cultura deve ser encarada como um sector económico relevante.
“O nosso maior problema agora é a empregabilidade dos artistas e, quando eu digo artistas, não é só da música, da música, do teatro, da dança, o pessoal do cinema, ter salas de exibições”, ressaltou.
Por outro lado, o ministro referiu existirem diálogos permanentes com a classe artística para avaliar as suas principais necessidades.
“Já nos reunimos com os profissionais do teatro e, há dois dias, com o pessoal da música. Agora vamos reunir com as outras artes para sentirmos a sensibilidade daquilo que as pessoas querem e ambicionam”, afirmou.
Filipe Zau frisou, ainda, que os artistas não devem viver “sem condições para sustentar as suas famílias”. Para o ministro, a arte é um trabalho digno como qualquer outro, sendo necessário que a educação para o desenvolvimento integre a cultura da mesma forma que integra a cidadania.
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