Ébola: África CDC declara emergência de saúde pública continental
A Agência de saúde da União Africana (Africa CDC) declarou na segunda-feira à noite “emergência de saúde pública” continental em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda.
Osurto na RDC resultou em 131 mortes confirmadas e 513 casos suspeitos, de acordo com os dados mais recentes das autoridades congolesas. Uma morte foi reportada na vizinha Uganda.
O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de África (Africa CDC), num comunicado divulgado na noite de segunda-feira, “declarou oficialmente o surto em curso da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, que afeta a República Democrática do Congo e o Uganda, como uma emergência de saúde pública continental”.
Esta declaração, segundo a agência de saúde, “fortalecerá a coordenação regional, facilitará a rápida mobilização de recursos financeiros e técnicos e consolidará os sistemas de vigilância e laboratoriais”.
A agência de saúde manifestou ainda a sua preocupação com o “elevado risco de disseminação regional”.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai convocar hoje o seu comité de emergência para avaliar o surto de ébola.
O ébola matou mais de 15.000 pessoas em África nos últimos 50 anos. Durante os surtos anteriores, a taxa de mortalidade variou entre os 25% e os 90%, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A estirpe do vírus responsável pelo surto atual chama-se Bundibugyo e não existe vacina ou tratamento específico para esta variante.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) também emitiu no domingo um alerta internacional sobre o surto de ébola, o seu segundo nível de alerta.
Os Estados Unidos anunciaram na segunda-feira que iriam reforçar os controlos sanitários nas suas fronteiras para combater o vírus.
O vírus ébola transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
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