Disparos em Caracas terão sido “mal-entendido” entre grupos de segurança
Os tiros disparados contra drones perto do palácio presidencial de Caracas, na Venezuela, na noite de segunda-feira, podem não ter sido nada mais do que um “mal-entendido” entre grupos de segurança distintos que operavam no local.
Os tiros contra drones perto do palácio presidencial de Caracas, na Venezuela, na noite de segunda-feira, podem, afinal, não ter passado de um “mal-entendido”.
Foi por volta das 20h00 que a polícia da Venezuela disparou “de forma dissuasiva” contra drones que sobrevoaram a sede da presidência venezuelana, alegadamente “não autorizados”, conforme disse uma fonte oficial à agência de notícias France-Presse (AFP).
O que aconteceu no centro de Caracas foi devido a drones que sobrevoaram a zona sem autorização. A polícia disparou de forma dissuasiva. Não houve qualquer confronto”, afirmou essa mesma fonte.
Contudo, e segundo avança a CNN Internacional, os disparos poderão ter acontecido por mera confusão, um “mal-entendido”, entre grupos de segurança distintos que operavam no palácio de Miraflores.
O meio diz ter tido acesso a comunicações destes mesmos grupos onde, a certa altura, um dos membros pede reforços, dizendo que “foram ouvidos vários disparos”.
Mais tarde, a mesma pessoa explica que um drone a sobrevoar a área foi alvo de tiros por parte da polícia de Miraflores e da segurança do palácio.
O Ministério da Comunicação e Informação venezuelano garantiu que “o país inteiro está completamente calmo”, não adiantando, contudo, quem estaria a operar os drones naquela zona.
Já os Estados Unidos, que estão a “gerir” a Venezuela, afirmaram ter conhecimento da situação e que a estavam a acompanhar de perto, deixando a ressalva de que “os EUA não estão envolvidos” no incidente.
Um morador que vive perto do local, e que pediu para permanecer no anonimato, contou à AFP que ouviu “detonações muito próximas” que, apesar de tudo, “não soavam tão alto como o que aconteceu” no sábado, quando Maduro foi capturado.
“A primeira coisa que me veio à cabeça foi ver se havia aviões a sobrevoar [o bairro], mas não. Só vi duas luzes vermelhas no céu. Durou cerca de um minuto. Todos olhavam pela janela para ver se havia um avião ou o que estava a acontecer”, acrescentou.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver o que parecem ser balas traçantes (munições com uma carga pirotécnica na base e cuja trajetória é visível) em direção ao céu, rumo a um alvo invisível.
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